segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Para onde estamos indo?????

Vejo os noticiários, leio as revistas, jornais e as coisas se repetem. Na política, só os velhos conhecidos, as múmias que poderiam seguir direto para um museu de antiguidades, figuras jurássicas, amplamente combatidos por escândalos públicos, se revezam no Poder. Agora são deputados, depois senadores, lá adiante querem o Governo, depois o Senado de novo e nisso a coisa vai virando uma grande bola de neve de muita retórica e pouca ação.
O que mais me assusta não é nem o fato desses jurássicos disputarem as cadeiras à tapa. O que me amedronta e que me faz questionar a pergunta título deste texto é: os jovens repugnam a política. Não consigo compartilhar com ninguém minhas opiniões, não porque são contra, mas por que simplesmente ninguém sabe opinar sobre política. Ninguém do meu convívio tem opinião formada sobre a vida pública desses caras que nos representam. Gente, pera lá, então isso quer dizer que, nas próximas eleições vai imperar NOVAMENTE a lei do Marketing???
Isso me assusta! Se eu quero ver meu País melhorar eu hei de estimular que os jovens tomem para si esta responsabilidade, por que está provado, como 2 e 2 são 4 que estes que estão aí não conseguem (porque não querem) melhorar a vida do povo. São pontuais as ações dos governos que navegam num mar de abandono, uma herança maldita deixada por pessoas egoístas, individualistas e indiferentes que se revezaram no Poder.
Vejo as histórias dos meus pais, jovens lutadores, bravos guerreiros das ruas que defendiam a democracia e a participação popular de qualquer jeito. Antes eles iam às praças, se reuniam e se dividiam por ideologia. Hoje os jovens se dividem por boate preferida, por tribo, por música. Mas e aí? E o futuro do País? Fica nas mãos desses dinossauros???
E outra coisa: os jovens que eu vejo ingressar na política são os filhos dos velhos e conhecidos políticos. Isto é, entram influenciados pelo mal, por que não PÉSSIMO exemplo do pai. Vêem a vida pública como fonte de renda, não como exercício de uma função representativa para defender os interesses DO POVO.
É importante, muito importante ler sobre política, se informar com base em vários dados. Nunca ler ou assistir apenas um veículo de comunicação - sim, eles são partidários -, deve-se ter uma opinião sobre política, ainda que lhe soe estranha. O analfabetismo político cresce de uma forma espantosa, e é alarmante como NINGUÉM tem interesse em investir em campanhas de conscientização para os jovens. Por que será?!
Eu não sei o que posso fazer, o que posso dizer para expressar a minha profunda preocupação com o futuro do meu País. E se você chegou até o último parágrafo deste texto é um sinal que também se preocupa, você está no rumo certo.
Seja lá o rumo que for, só sei que PARADA eu não vou ficar.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A desigualdade que maltrata

Dia desses eu estava almoçando com minha família num restaurante e vi uma cena que me impressionou, invariavelmente me deixou chocada. Não pela forma, mas pelo conteúdo.
A nossa frente, um jovem casal, uma babá e um neném de colo. O dois primeiros almoçavam, pareciam deliciar as garfadas. Já a babá... olhava para o lado tentando disfarçar sua fome ou a vontade de também poder saborear um daqueles pratos. É isso mesmo. Com o neném no colo, a babá não almoçava, apenas presenciava o momento gastronômico do casal de patrões.
Tentei disfarçar, mas confesso que fiquei ligada nessa mesa. Queria saber se a minha impressão não me traía, e tão logo a patroa acabasse de almoçar, a babá pudesse ter a sua vez de deliciar seu prato. Esperei essa cena, mas ela não ocorreu.
Acredite: a babá não teve direito ao almoço do restaurante. Se muito, deve ter almoçado antes de sair de casa - provavelmente comida do dia anterior-, ou só quando voltou ( o que é um absurdo!).
Pergunto: porque não dar almoço pra babá? Ela é diferente dos patrões? Tem sede, sono, fome e sede como qualquer um, então, porque fazer diferença???
Não gente, eu não me conformo com cenas como esta! Passei o almoço inteiro incomodada. Queria saber se essa babá ia ficar só olhando. Minha vontade, era ira lá perguntar porquê. Queria só ver a cara desses "patrões" que não tem um mínimo de sensibilidade com as pessoas. Isso pra mim é falta de caráter, isso pra mim não é ser HUMANO.
São as pessoas que fazem a desigualdade social. São as pessoas que se separam, que descriminam. A desigualdade está aí, e nasce de quem se acha superior aos outros.
A desigualdade maltrata, gera revolta, por que é preconceituosa, mesquinha, egoísta... Por isso que esse casal nunca vai entender o significado do respeito e da dignidade das pessoas, por que não sabe o sentido da humildade, do respeito e do amor.

domingo, 11 de outubro de 2009

Círio 2009



Mais uma criança - dessa vez resgatada pelas mãos da Ministra Dilma Roussef - é tirada aos prantos do meio da multidão. E eu, novamente, na missão de entregá-la de volta à mãe. Só pensava no desespero da mãe, mesmo que momentaneamente e por força maior separada de seu bebê. Por isso, o velho alerta: nunca, jamais levem crianças para a multidão. Elas não entendem, sofrem, e não é isso que ninguém quer... Mais um Círio de grandes emoções, de grandes conquistas... Até 2010!
Em nome desta solidariedade, quem, que de visitante viera apenas para conhecer, torna-se mais um na tentativa de aliviar o sofrimento do povo que se espreme para acompanhar a procissão. Tanto a Ministra Dilma quanto a Governadora Ana Júlia resgataram crianças das mãos de mães que se encontravam em sofrimento, próximas à estrutura de ferro onde se encontravam. Quem me conhece de tempos sabe da minha veia caridosa, não hesitei em ajudar a Governadora nos resgates, levando as crianças até os bombeiros, que junto à Cruz Vermelha estavam fazendo o primeiro atendimento às mães e às crianças (eu estou de costas, na foto).
Na multidão, uma mistura de cores, raças, classes, idades e por que não credos. Todos se misturam e se respeitam, por que não há expressão maior de amor do que a tolerância. E neste momento, o que é um filete da personalidade humana domina cada ação, cada pensamento de todos que presenciam o Círio: a solidariedade.
Belém é tomada por um tsunami de gente que tem paixão pela fé. Católicos paraenses e de todas as partes do mundo vêm à Belém, não somente para agradecer e fazer pedidos à Santinha, mas para ver de perto as imagens de devoção e fé do povo paraense.
As imagens fortes do Círio impressionam até os mais experientes... A corda arrasta uma multidão que se imprensa na disputa de conseguir um pequeno espaço para se agarrar à corda, a corda que puxa a berlinda de N. Sra. de Nazaré. Corda que também simboliza o sacrifício para alcançar graças por intermédio da Santinha. Este ano, cerca de 4 milhões de pessoas estavam em Belém do Pará para acompanhar o Círio.
Hoje tive uma missão enorme: trabalhar na cobertura do Círio para criar um banco de imagens de uma produtora de TV. Uma experiência profissional nova para mim, porém um antigo costume que herdei da infância, acompanhar o Círio de N. Senhora de Nazaré.
Na foto, a Ministra Chefe da Casa Civil Dilma Roussef , que chegou no camarote da Companhia Docas do Pará por volta das 7h da manhã. Veio à Belém assistir a maior manifestação de fé do povo paraense. Junto com ela, uma comitiva de assessores da Casa Civil e da Presidência da República, além da Governadora do Estado do Pará Ana Júlia Carepa, autoridades locais e imprensa.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Saudades?!

Sei que meus leitores andam com saudades... Me coração está totalmente envolvido com a produção do Programa Atitude. Assista:
Vai ao ar em duas emissoras: RBA (canal 13) e TVM (canal 17)
Sábado: a partir das 10h na Tv RBA e 14h na TVM
Domingo: 11h na TVM
Espero que meus leitores virem telespectadores.
Até lá!

Atualizado às 6:07h do dia 08/11/2009

Recebi várias opiniões contrárias ao trabalho que estou fazendo no Programa Atitude. Gostaria que os anônimos pelo menos indicassem o que eu preciso fazer para agradá-los, aceito sugestões para o programa, quero melhorar. Obrigada.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pré-sal: um símbolo de independência no 7 de setembro

O presidente Luíz Inácio Lula da Silva pediu, durante o pronunciamento em rede nacional de rádio e TV no domingo (6) que a população acompanhe de perto as discussões sobre os projetos de lei que garantem ao Brasil as riquezas do petróleo encontrado na camada de pré-sal. Os projetos precisam ser aprovados no Congresso.

"Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos”, afirmou.

"Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva para seu deputado, seu senador, pra que eles apoiem o que é melhor para o Brasil", disse.

Lula, que chamou a descoberta do petróleo de nova independência, disse que conta com “o apoio livre e soberano do Legislativo” na construção do “novo Brasil”.

De acordo com o presidente, a proposta “garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros” e “impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos.”Segundo ele, o modelo de concessão que foi adotado em 1997 não se adaptava à nova situação e que seria um erro “grave” usá-lo para o pré-sal. O presidente disse que a nova legislação obriga o investimento do dinheiro resultante do petróleo "em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza."

Durante o discurso, Lula também elogiou a Petrobras pela descoberta das reservas. “A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela”, afirmou.

O presidente também falou sobre como a crise internacional afetou o Brasil. “Temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito”, disse.

Leia a íntegra do pronunciamento

"Queridas Brasileiras e Queridos Brasileiros,

É comum que o 7 de setembro sirva para a gente enaltecer o passado e pensar o presente. Desta vez é diferente: este é o 7 de setembro do Brasil festejar o futuro. De celebrar uma nova independência.

Esta nova independência tem nome, forma e conteúdo. Seu nome é pré-sal; seu conteúdo são as gigantescas jazidas de petróleo e gás descobertas nas profundezas do nosso mar; sua forma é o conjunto de projetos de lei que enviamos, há poucos dias, ao Congresso Nacional. E que vai garantir que esta riqueza seja corretamente utilizada para o bem do Brasil e de todos os brasileiros.
Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos.
Posso resumir em duas frases a proposta do governo: de um lado, ela garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros; de outro, ela impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos. E mais: obriga que este dinheiro seja aplicado em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza.

Minhas amigas e meus amigos,

O pré-sal é uma das maiores descobertas de todos os tempos. Ainda não se pode dizer, com exatidão, quantos bilhões de barris de petróleo existem nele. Mas já se pode garantir, com toda segurança, que ele colocará o Brasil entre os países com maiores reservas de petróleo e gás do mundo.

Elas se espalham por uma área de 149 mil quilômetros quadrados, que começa no litoral do Espírito Santo e termina no de Santa Catarina. É uma área do tamanho do estado do Ceará.

As jazidas ficam debaixo de uma lâmina de água e de camada de sal, que, em alguns pontos, correspondem a dez morros do corcovado empilhados.

Minhas amigas e meus amigos,

O que deve fazer um povo livre, responsável e soberano ao receber tamanha dádiva de deus? Garantir que esta riqueza não escape de suas mãos, buscar os meios mais eficientes de explorá-la e modernizar suas leis para não repetir os erros de outros países.

A história tem mostrado que a riqueza do petróleo é uma faca de dois gumes. Quando bem explorada, traz progresso para o povo. Quando mal explorada, ela traz conflitos, desperdícios, agressão ao meio-ambiente, desorganização da economia e privilégios para uns poucos. Assim, alguns países pobres, ricos em petróleo, não conseguiram jamais sair da miséria.


Por isso, dei orientações bem claras aos ministros. Primeira: o petróleo e o gás pertencem ao povo brasileiro. Como no pré-sal, os possíveis sócios terão poucos riscos, eles não podem ficar com a parte da renda. Ela tem que ser do povo. Segunda orientação: o Brasil não pode ser um mero exportador de óleo cru. Vamos agregar valor aqui dentro, exportando derivados, como gasolina, diesel e produtos petroquímicos, que valem muito mais. Vamos construir uma poderosa indústria de equipamentos e serviços e gerar milhares e milhares de empregos brasileiros. Terceira orientação: não vamos nos deslumbrar e sair por aí, como novos ricos, torrando dinheiro em bobagens. O pré-sal é um passaporte para o futuro. Vamos investir seus recursos naquilo que temos de mais precioso e promissor: nossos filhos, nossos netos, nosso futuro.

Minhas amigas e meus amigos,

Os ministros seguiram estas diretrizes e honraram o compromisso com o povo brasileiro. A principal mudança que estamos propondo é que, nas áreas ainda não exploradas do pré-sal, passe a vigorar o modelo de partilha. Quase todos os países que têm grandes reservas e baixo risco de exploração adotam este sistema. Ele garante que o estado e o povo continuem donos da maior parte do óleo e do gás mesmo depois de sua extração.

Estamos propondo, também, que a Petrobras seja a operadora de toda área. Ou seja, exerça atividades de exploração e produção, com uma participação mínima de 30% em todos os blocos.

Não podia ser diferente. Afinal, temos dentro de casa uma das maiores, melhores e mais respeitadas empresas de petróleo do mundo. Assim saberemos tudo sobre as reservas, aperfeiçoaremos nossa tecnologia e faremos da Petrobras uma empresa ainda mais forte.

Este trabalho será complementado pela Petro-sal, uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização. Ela não vai concorrer com a Petrobras. Sua função é outra - a de ser o olho do povo na fiscalização de toda operação.

Minhas amigas e meus amigos,

Hoje o Brasil tem todas as condições políticas, econômicas e tecnológicas para enfrentar este desafio. A economia do Brasil vive um novo momento. De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas.

Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.

O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito.

A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo.

A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis.

O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do pré-sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros.

Minhas amigas e meus amigos,

Este é um governo que acredita no Brasil e no que ele tem de mais rico: o seu povo.

É por isso que propomos que os recursos do pré-sal sejam colocados em um fundo social, controlado pela sociedade, e que será aplicado, majoritariamente, em desenvolvimento humano. De um lado, o novo fundo será uma mega-poupança, um passaporte para o futuro, que nos ajudará, entre outras coisas, a pagar a imensa dívida que o País tem com a educação e a pobreza.

De outro lado, funcionará, também, como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento de nossa gente.

Todos estes temas estão agora em discussão no Congresso Nacional e eu sei que contaremos, mais uma vez, com o apoio livre e soberano do Legislativo na construção deste novo Brasil.

Uma ação desta amplitude só pode ocorrer, de forma saudável, em um ambiente democrático. A democracia é o ambiente mais saudável para o crescimento.

O embate e a paixão política fazem parte do universo democrático, mas não podemos deixar que interesses menores retardem ou desviem a marcha do futuro.

Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva pra seu deputado, seu senador, pra que eles apoiem o que é melhor para o Brasil.

O Brasil não tem medo de crescer, nem de buscar os melhores caminhos. Não vai ficar preso a dogmas, a modelos fechados ou a falsas verdades.

O Brasil acredita no livre mercado mas também no papel do estado como indutor do desenvolvimento. E saberá sempre buscar o equilíbrio que garanta o melhor para seu povo.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

É tempo de ampliarmos, ainda mais, a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia. A reinvenção permanente de uma nação. A caminhada segura e soberana para o futuro.

Viva o 7 de setembro! Boa noite!"

sábado, 29 de agosto de 2009

Eu acredito na política

Eu acredito em pessoas comuns. Eu acredito em pessoas que não precisem fingir ser verdadeiras. Eu acredito em pessoas de verdade.
Eu acredito em pessoas humildes, honestas, que preservam valores que não se cultivam mais.
Eu confio em pessoas simples, que falam bem sobre os assuntos da vida, que têm paixão pelo que é de direito mas que não afloram a melancolia nem revolta, que são inteligentes acima de tudo mas que não se dobram por qualquer proposta. Eu acredito em pessoas fortes.
Ao mesmo tempo, eu acredito que muitas ideologias caíram. A hipocrisia é clara, é óbvia, e só não a enxerga quem não quer ver. Hipocrisia é crime da neo-burguesia, escondida por trás de um papel com frases feitas, muitas vezes copiadas por assessores gravatinha, preocupados com o DAS do final do mês. Empresários viram políticos e decoram um texto pra parecerem próximos ao povo, hipocrisia. Política não é empresa. Política é coisa séria, não é profissão, é vocação. Precisa haver compromisso de honra com o que é sagrado, com o povo que tanto precisa de pessoas honestas, que olhem para eles com carinho. CARINHO, será que esses políticos-empresários sabem o que é carinho pelo povo? Será que eles sabem o que é ter um filho com fome em casa sem ter o que dar pra comer? Será que eles sentem dor pelo sofrimento de quem passa horas na fila de um hospital sem conseguir atendimento? Eles não sabem o que é isso. Eles não fazem a MENOR IDÉIA do que é ter amor por histórias de gente simples.
O povo não aguenta mais ser usurpado de seus direitos mais dignos. A maioria, a grande maioria - hei de ser pleonástica - não leva nada a sério. Nem o povo, nem os políticos. O povo escuta e não crê. O político fala, e nem sabe o que está falando. Campanhas políticas são campanhas publicitárias: vence o melhor jingle, o mais dançante, o que tiver mais bandeira na rua. Eu vejo a cena e me apavoro: que destino o futuro guarda pra esse povo? Não obstante tantos avanços, tanto esforço do Governo Federal, o dinheiro não chega na mesa do pobre... Os recursos passam por muitos corruptos, egoístas, inescrupulosos ladrões, insensíveis e indignos do terno que vestem. Ah se não fossem as políticas de distribuição de renda! Aí que não ia sobrar nada mesmo pros mais pobres! E o que mais me deixa perplexa é que é uma política altamente combatida, criticada pelos pseudo-intelectuais (de bunda suja), quando na verdade foi a melhor medida voltada para a população mais carente tomada por um presidente da República em toda a história do Brasil. Você não concorda? Se você não concorda é por que tem comida na sua casa. Porque tem uma casa, porque você está vestido e calçado e na certa tem um computador. Só sabe a importância de uma Bolsa-Família quem não tem nada pra comer e que na idade em que está a única coisa que consegue é manter o filho na escola. O Brasil tem que aprender a lidar com os seus problemas. Eles são históricos, existem muito tempo antes da atual gestão. Se hoje o pai não tem profissão, está desempregado e sem alternativas foi por que os governos passados deram uma grande banana pra educação e não investiam em políticas públicas de inclusão social. O governo do Presidente Lula soube lidar com o Brasil como o Brasil está, e não como gostaria que ele estivesse. Pra que fechar os olhos pra uma realidade que está aí, na nossa porta, na nossa esquina?
Mas, como eu ia falando, por maior que seja o esforço do Governo Federal, temos barreiras enormes. Esbarramos na corrupção dos atores eleitos pelo povo. E essa é a questão, precisamos renovar o quadro político que está desfigurando toda e qualquer política, por mais bem intencionada que seja. Precisamos rever os políticos que se perpetuam no poder sempre com velho discurso, os dinossauros do Planalto tem que ser enterrados. Os jovens que entrem para a política não podem pensar que estão fechando um negócio, não é por aí. Precisamos de seres-humanos, gente que fala a verdade, que chora, que ri, que se emociona, que é real. Eu to cansada de paletó-e-gravata, frases vazias, mentiras. Eu queria que as pessoas se tocassem, e deixassem o Poder para quem vê o Poder como um meio, não como um fim. Um meio em benefício do povo, não em benefício próprio. Estou triste por que sei que isso não vai acontecer, mas nem por isso eu perco a esperança. Eu acredito na política, na política dos bons.

sábado, 22 de agosto de 2009

GO-VER-NA-BI-LI-DA-DE

Às vezes eu me pergunto se entendo mais de política do que Marina Silva, Aloísio Mercadante e outros tantos políticos e jornalistas que criticam as ações do Governo. Por que será que eu compreendo os atos governistas mais do que a própria bancada do PT e todos os outros políticos que criticam o posicionamento do Presidente Lula?
Eu não entendo. Será que eles não sabem do óbvio? Ou será que eles se fazem de bestas? Eu explico. Quando nos deparamos com cenas tipo a do abraço de Lula em Fernando Collor, tendemos a imaginar que Lula não é mais o mesmo, esses fatos nos faz torcer o estômago, mas isso não é verdade. Ao contrário, o presidente Lula nunca foi tão fiel a seus princípios. O fato de abraçar Collor significa uma tentativa de trazer para si a aparente simpatia dos opositores. Um governo só "governa" com a aprovação de suas leis, de suas emendas, entre outros atos que dependem da oposição. Estamos em uma democracia, escolhemos um sistema de governo onde só a maioria decide. Como governar sem a maioria? Será que ninguém entende o comportamento do presidente?
Defender Sarney é não perder o apoio do maior partido do País, o PMDB. Defender Sarney é defender a própria governabilidade do Governo Lula. PT e PMDB não são aliados por que viraram amiguinhos, são aliados por uma união de interesses: o PMDB tem sede de poder - como qualquer partido - e o PT precisa da maioria para governar. A capacidade de governar de Lula depende do poder de anular a oposição. Se Sarney perdesse a presidência do Senado, certamente cairia nas mãos do PSDB, principal partido de oposição ao governo, aí o presidente perderia completamente a governabilidade. Não conseguiria por em pauta a votação de emendas importantes, consequentemente perderia o controle do País para o Senado. Existem ainda outras implicações, os poderes se equilibram, nem sempre equitativamente.
Atacar o PT é artimanha da oposição, normal, a oposição tem DEVER de atacar, quer governo. O imcompreensível é o PT atacar o PT. Afinal, o que Marina Silva quer: entregar o governo ao PSDB ou defender a permanência de Sarney e garantir a governabilidade do Presidente Lula? Pretende defender o meio ambiente fora do Governo? Acho difícil, impossível ter poder fora dele. Explica muito mais dizer que Marina quer poder. E Mercadante, será que ele não entende a defesa de Sarney? Será? Mais fácil pensar que todos querem tirar proveito com a crise, principalmente se pensarmos com a cabeça em 2010.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Uma homenagem...

Ronaldo Franco, jornalista e poeta, colunista do Caderno "Por Aí" do Diário do Pará me fez esta linda homenagem na edição de hoje (21/09/2009). São trechos de textos meus publicados em sites e blogs. É só clicar na imagem para ampliar.
Obrigada Ronaldo!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Uma homenagem

Ronaldo Franco prestou-me uma homenagem em seu blog, subscrevo:
http://ronaldofranco.blogspot.com/2009/08/atitudemeg-por-meg.html
Obrigada Ronaldo!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A verdade que o Brasil precisa


Com este mesmo título, Emir Sader escreveu sobre um debate muito interessante e atual. O debate sobre os avanços, problemas, contradições e perspectivas no Brasil. Para isso utiliza argumentos de Márcio Pochmann, presidente do Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que tem contribuído decisivamente com a obtenção de dados mediante estudos que se constituem no melhor material para quem quer pensar o país com ele realmente está.

Na opinião de Emir, "Na orientação dessas análises está quem melhor articula a economia com as esferas social e ecológica... Se alguem me perguntasse o que deveria ler para captar o Brasil hoje, eu não hesitaria em recomendar os textos de Pochmann, tanto artigos, quanto entrevistas e livros.".

Para Pochmann “Os ricos vivem aqui muito melhor que a classe média e os ricos nos Estados Unidos e na Europa porque aqui os ricos não pagam impostos... Um sistema tributário que concentra renda, que se organizou para atender fundamentalmente os ricos”.

Perguntado sobre os efeitos da crise, Pochmann diz que “chegamos a 2007 com 50% dos trabalhadores ocupados com algum tipo de proteção trabalhista, seja por carteira, seja por conta da contribuição à Previdência Social”. Nos últimos cinco anos, depois de duas décadas muito ruins para o mundo do trabalhador brasileiro, “tivemos a redução do número de pobres, redução das desigualdades e ampliação do salário minimo. O crédito melhora, há recuperação do volume de gastos”.

Segundo Emir, a crise chegou ao Brasil mas o país reagiu diferente das crises anteriores: a da dívida externa, a do governo Collor e a do governo FHC. Pochmann diz que a reação era sempre a mesma: “a saída da crise se dava pelo mercado externo e não pelo interno, ou seja, aumentava nossa subordinação às decisões internacionais".O governo aumentava impostos, reduzia gastos públicos, arrochava salários e não ampliava as políticas que atendem a base da pirâmide social. Diante desta crise, o governo brasileiro atuou de forma totalmente oposta: manteve o gasto público e até o ampliou, comecou uma política habitacional ampla. Não aumentou impostos, ao contrário, os reduziu. O salário mínimo foi aumentado em 12%, assim como o número de famílias atendidas pelo Bolsa Família. “É importante dizer que, pela primeira vez desde 80, os pobres não estão pagando os custos da crise como no pasado.”

Pelos dados do IBGE, de outubro do ano pasado a março deste ano, 315 mil pessoas saíram da condição de pobreza nas regiões metropolitanas, mesmo na crise. Porém, o analista faz uma ressalva importante: “temos 37 milhões de jovens na faixa etária de 16 a 24 anos. A metade desses jovens não estuda.” Emir afirma que os jovens só estudam quando trabalham: "Quando o que a gente quer não é dar trabalho, mas dar escola para os filhos dos pobres". Segundo previsões do IPEA, 500 mil jovens do ensino médio abandonarão a escola este ano por não ter complementação de renda. "É por isso que o Brasil avança na oferta de vagas e piora na qualidade do ensino”, afirma Pochmann.

Temos 11% da população analfabeta, doenças do século XIX. Faz 60 anos que tentamos fazer a reforma agrária e a estrutura fundiária que temos hoje é pior do que a estrutura de 1950”. O Brasil não fez, segundo Pochmann, as reformas clássicas do capitalismo contemporâneo: a reforma agrária, a propriedade é muito concentrada, os meios de produção estão concentrados nas mãos de 6% da população, com 20 mil famílias dominando o país.

Destaque tem a reforma tributária: “Os ricos não comprometem 20% do que ganham com pagamento de impostos, embora usem mais do que isso do Estado.” Enquanto que os 10% mais pobres transferem 35 dos 70 reais, sua renda mensal per capita, para o Estado. Pochmann considera que o Bolsa Família minimiza a pobreza, mesmo sendo uma ação de emergência. “…não é pouco para quem vive com 30 ou 40 reais por mês.”

domingo, 9 de agosto de 2009

Uma entrevista comigo

É no Blog do Ivanzito, uma exclusiva com Meg Barros.
Copie e cole no seu navegador:
http://blogdoivanzito.blogspot.com/2009/07/divan-com-meg-barros.html

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Analfabeto político

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o
político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

O texto é de Bertoldt Brecht, enviado a mim pelo meu tio, Sérgio Nunes. Concordo com ele.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Errado está o povo

Me admira tanto ver a imprensa sentando o sarrafo no Sarney... Fico impressionada com a mídia - a capa da Revista Veja desta semana, por exemplo - relacionando o PMDB à uma serpente enrroscada às pilastras do Congresso Nacional. Presta atenção, quem elegeu o Sarney, com milhares de votos aliás, foi o povo! Cada um foi lá e colocou o dedinho com os números dele. Não só dele, mas de todos os outros políticos tidos como corruptos, inescrupulosos, caquéticos e retardatários. E o que é pior: re-eleitos por vários mandatos. O povo é que tem que entender que, se não deu certo da primeira, da segunda vez, não é da terceira ou da quarta que vai dar! Figuras legendárias como o Sarney, fala sério?! Todo mundo sabe do império que ele construiu no Maranhão, todos sabem, assim como ele, do patrimônio do finado Antônio Carlos Magalhães na Bahia, mas e aí? Tudo foi construído com dinheiro do povo. Se estivesse por aqui estaria eleito sim senhor, com um cargo importante, bem influente e já pensando nas articulações para a próxima campanha.
Quem está errado não são eles. Ou melhor, óbvio que eles estão errados posto que não pensam no povo em primeiro lugar, mas quem erra mais porque repete o erro é o próprio povo. Vai re-eleger alguém viciado em corrupção? É preciso haver consciência coletiva sobre política. E pra isso a escola da vida ensina. Quem é enganado dificilmente confia novamente na mesma pessoa... enfim, tem gente pra tudo, mas continuo acreditando que é exceção.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um julgamento, um retrocesso

Mais um texto desta autora foi publicado no site mais respeitado de jornalismo crítico do País:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=544DAC016#
Obrigada a todos os meus leitores, que desde sempre confiaram no meu trabalho.
Meg

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Os jovens nas eleições

É temeroso pensar que nada pode mudar no Brasil se depender dos jovens.
Nossos jovens não sabem o que é política, salvo raras exceções. Eles não leêm jornais, não se informam, não tem mínimos elementos para argumentar sobre política.
Nossos jovens não se interessam em cobrar promessas eleitoreiras. Ninguém confere se é verdade ou não as ações divulgadas na TV. As pessoas não entendem que nem tudo o que está na capa do jornal é verdade, que as manchetes podem ter sido manipuladas para favorecer um determinado interesse. Faltam olhares mais atentos. Se fizermos uma enquete com jovens entre 18 e 25 anos sobre políticas públicas, o resultado será desastroso. Nossos jovens são meros repetidores do que é manchete (manchete, pois não se lê mais matérias inteiras).
Nada pode mudar no futuro por que nossos jovens não são mais os mesmos. Se antes, quando a população era menos esclarecida, quando não haviam meios de comunicação como hoje, já era difícil lutar contra as oligarquias, imagina hoje, que os jovens se preocupam mais com o orkut?! Não que não se deva estar conectado na maior rede de relacionamento do mundo, não é isso. O problema é que não é só isso. O jovem não pode ser alienado do mundo em que vive, dos perigos que corre, das armadilhas em que cai quotidianamente. É preciso haver uma re-conscientização cívica dos jovens, é preciso haver educação política para quem é o futuro da sociedade.
É um absurdo constatar que ninguém pensa coletivamente. As pessoas são egoístas. Vivemos num mundo individualista, pouco importa se existem crianças passando fome a poucos metros da minha casa ou do meu trabalho, todos só se interessam por si mesmos, como podem ganhar mais e mais dinheiro. É preciso haver consciência coletiva, é necessário compreender que o meu bem é o bem do outro, que se o outro estiver numa pior, de uma forma ou outra, hoje ou amanhã, isso vai refletir na minha vida. É inevitável, é a lei da vida.
Ao mesmo tempo, ninguém lembra que sociedade não é só governo; uma sociedade é povo, governo e instituições privadas, e todos devem chamar para si a responsabilidade pelo futuro, por que no futuro todos sofrerão os efeitos do que se faz - ou se deixa de fazer - no presente.
Por que vou dizer que não acredito que podemos mudar o mundo? Não! Eu acredito sim que podemos mudar o mundo! Se pensarmos sempre coletivamente, se pensarmos que não precisamos ter tanto dinheiro para ser felizes, se pensarmos que o necessário já é suficiente e que o excedente pertence a todos, seremos melhores no futuro.
E como sempre, é preferível termos esperança que boas almas existem, e que essas serão as que chamaram para si a responsabilidade pelo futuro do nosso País. Vamos pensar que os jovens preferirão os verdadeiramente honestos, por que se lhes falta consciência política, lhes sobra percepção. Hoje em dia não é qualquer discurso que manobra a opinião dos nossos jovens. E aí mora a minha esperança: somos mais espertos, mais vividos apesar da pouca idade. Dos nossos pais ficamos com a experiência trazida pela própria vida. E aí está a diferença. Nossos pais sofreram por nós, e agora, nós saberemos escolher melhor nossos representantes.
Eleições se sucedem de dois em dois anos. Já é hora de haver uma reciclagem política no Brasil. Se existem "sarney's"no Congresso é por culpa nossa, mas chega, não mais. Estamos fartos de exemplos. Está chegando a hora de uma grande mudança política! Temos que perceber quem realmente trabalha pelo coletivo, quem realmente se preocupa com os pobres e miseráveis do nosso País.
Tomara que toda a minha esperança seja verdade, tomara que nas próximas eleições mais engenheiros e menos advogados preencham as vagas do Poder Legislativo. Chega de discurso, é preciso botar a mão na massa, é preciso ter empatia com as pessoas, com os seres humanos que estão à margem de uma vida digna, eles sofrem, e sofrem demais... E é por eles que devemos votar, é pensando nesse povo que o jovem brasileiro deve se mobilizar e escolher corretamente seus representantes.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Honestidade

Um casal que vive na zona rural de Pouso Alegre, no sul do estado de Minas Gerais, deu um exemplo de honestidade. A família, que vive em uma casa simples, ainda não terminada, com cozinha e dois cômodos, devolveu uma carteira com mais de R$ 4 mil em dinheiro ao verdadeiro dono. A carteira foi encontrada próxima a humilde casa da família.
A família vive da lavoura de tomate, Fernando tira o sustento da família da área de 1,5 hectare, que é arrendada do banco, onde possui uma dívida de quase R$ 12 mil. “Se a lavoura der certo, dá para ganhar dinheiro com a lavoura sim. No ano passado, eu perdi com chuva de pedra”, contou Fernando Gláucio Ribeiro, agricultor.
Apesar das dificuldades financeiras, o casal mostra que não abre mão de valores como honestidade. Era o fim de mais de um dia de trabalho e Fernando e Regia se preparavam para voltar para casa. Logo na saída da lavoura, Regina encontrou uma carteira. Dentro, havia R$ 4,1 mil. Dinheiro que ajudaria a pagar contas, a arrumar a casa. Mas isso não passou pela cabeça do casal. A primeira atitude foi tentar localizar o dono.
Eu achei um documento que tinha o telefone dele e o nome. Nós resolvemos ligar para ele”, contou Fernando.
Eu sempre falo, é o meu jeito, eu fui criada assim”, disse Benedita Regina Pereira, dona de casa.
O dono da carteira trabalha como mestre de obras de uma construção perto da lavoura. Ele não quis ser identificado e conta que o dinheiro serviria para pagar os pedreiros.

A honestidade passada a diante gera ainda mais benefícios, todos ganham.
O exemplo de Dona Benedita e de Seu Fernando será contado aos filhos e netos, e provavelmente ganhará um destaque na mídia, mas será passado a diante, e outras pessoas se espelharão neles para tomar atitudes semelhantes. Não é difícil agir com honestidade, todos podem, basta haver vontade. Quem dera se existissem mais pessoas que pensassem assim, nosso País estaria ainda melhor!

Fonte: G1

sábado, 27 de junho de 2009

Política dos bons

Trabalho num programa de Tv que tem por finalidade precípua o desenvolvimento humano e social. Tentamos mostrar o que pode e o que está sendo feito nas comunidades carentes. Cada semana estou em pelo menos três lugares diferentes, mas sempre com um traço comum: a pobreza, a necessidade, o desespero de quem não pode esperar uma "política pública".
Difícil passar despercebido por tantas coisas... Coisas pequenas, que muitos não notam, mas que me prendem a atenção. Há certas coisas que eu não sei explicar. Não sei se meu romantismo prejudica, sei que há muitas coisas que não consigo entender. Como podem esquecê-los? A troco de que fingir que está tudo bem? Como dormir tranquilo? Não dá.

É difícil, é dolorido, certas pessoas me dizem até que é impossível! Discordo. Mudar o quadro social do nosso País é possível, basta que para isso haja vontade de TODOS os políticos e agentes públicos que colocamos no Poder de dois em dois anos.

Cada vez que volto de uma comunidade perco meu tempo refletindo sobre isso, tentando entender onde está, meu Deus, essa vontade! Se melhora a vida das pessoas acaba a violência, diminuem os gastos com segurança pública, sobra dinheiro pra educação, esporte, lazer... é uma cadeia de progresso que só quem ganha somos nós! Talvez um dia eu entenda o que acontece, mas nem por isso vou deixar de discordar desse jeito errado de fazer política.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Quanta honra!

"O presidente Lula tem uma orientação política muito diferente da maioria dos americanos. Ele subiu através do movimento sindical, foi visto como forte esquerdista e no fim era uma pessoa muito prática, que instituiu toda sorte de reformas inteligentes de mercado que fizeram o Brasil prosperar." BaraK Obama

Obama, na coletiva de TV e internet, voltou a dar prioridade para sites como Huffington Post -e a citar o Brasil, apontando a "relação de trabalho" com Lula como "o caminho para outros países", o que foi visto como referência à Venezuela ou ao Irã.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Um julgamento, um retrocesso

Nove em cada dez brasileiros reclamam do sensacionalismo e da parcialidade com que alguns setores da imprensa tratam a notícia. Podem se preparar para reclamar ainda mais. Antes da não-obrigatoriedade do diploma, já existia a necessidade da profissionalização dos comunicadores, principalmente no que tange à ética. Agora, que "qualquer um" poderá se auto-denominar jornalista, sem nenhum dever de obediência ao contraditório ou à apuração da verdade, provavelmente as ações de indenização por danos morais contra veículos de comunicação na Justiça vão pipocar - isto não significa aceleração do julgamento, as ações continuãrão sendo tardiamente apuradas.
IMPACTO
No fundamento da não-obrigaoriedade do diploma de jornalismo a Justiça atentou contra ela própria. Quando Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, diz que outras profissões também sofrerão o impacto da não regulamentação por via reflexa, ele quer, na verdade, fundamentar um retrocesso. Pensem comigo: a desobrigação da obtenção de um diploma que habilite um profissional para o exercício de uma profissão equivale à inexistência de uma instituição - no sentido lato - por trás da categoria. A inexistência dessa instituição equivalerá à ausência de uma organização profissional que, por sua vez, significa a ausência de regulamentação. Sem regulamentação não há limites entre direitos e deveres, campo fértil para a injustiça e para a insegurançã do trabalhador.
VASSALOS
Na verdade, Gilmar voltou à Idade Média, equiparando trabalhadores à vassalos, sem quaisquer direitos frente as senhores feudais. O Ministro conseguiu driblar a lei para fundamentar um retrocesso. E vejam como é fácil driblar a lei: para que haver regulamentação no trânsito, se todos têm direito de ir e vir (Art. 5º inc. XV, CF/88)? Para quê regulamentar o exercício da engenharia se todos sabem construir um barraco nas encostas dos morros (afinal, todos têm direito à moradia)? Tudo é um absurdo, mas é uma comparação cabível, se tomarmos como exemplo a fundamentação para a não obbrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, - isto é, a liberdade de expressão - feita pelo ministro, e cordialmente acompanhada por seus pares.
LIBERDADES X INTERESSES
O que o senhor Ministro não entende é que liberade de expressão é algo tão genérico e tão abstrato que não basta para aleijar uma classe profissional. Existem vários tipos de liberdade. Não se pode justificar a desordem com base na liberdade. Não existe liberdade na desordem. É o mesmo que justificar a injúria com base na liberdade de opinião (art. 5º, incisos VI e VIII, CF/88). Minha impressão é que existem interesses escusos, uma história por trás da história, algo que não podemos supor.
A verdade é que nada justifica tamanho retrocesso.
Eles sentirão na pele, ou melhor, na quantidade de processos esperando julgamento, todos perfeitamente apinhados e empoeirados em cima de suas mesas...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Boas notícias

Sempre bati na tecla de que nós, comunicadores, temos que dar a mesma atenção às boas e às más notícias. Na verdade, eu acho mesmo que as boas notícias devem ser divulgadas duas, três vezes. Nosso povo está maltratado, passou décadas sem avanços, muito mal acostumado com a imprensa tendenciosa e política. Precisamos saber de algumas verdades (elas são tão importantes! Inibem os boatos maldosos...).
Hoje, ao abrir o Internet Explorer (minha página inicial é o G1) lí a notícia: "Banco Mundial prevê que PIB do Brasil cairá menos que a média da América Latina - Economia do país deve apresentar retração de 1,1% neste ano. Na AL, projeção é de queda de 2,2%;".
A notícia baseia-se no fato de o Banco Mundial ter divulgado um relatório nesta segunda-feira (22), em Washington (EUA), em que prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil tenha queda menos acentuada que a média da economia na América Latina. Segundo a instituição, a economia brasileira deve apresentar retração de 1,1%, enquanto a região deve ter retração de 2,2%. O relatório diz que o Brasil é mais resistente aos choques externos de demanda do que muitas outras economias da América Latina, dada a fatia menor do comércio no PIB, e tem mais espaço para a promoção de políticas monetárias expansionistas.
A questão: como a população vai saber desta notícia? Será que há interesse em outros veículos da imprensa em divulgá-la?
As boas novas não páram por aí. Para o ano que vem, as projeções são ainda mais otimistas. A previsão do Banco Mundial é que a economia brasileira cresça 2,5%. Na América Latina, a alta deve ser de 2%.
Como pode ainda haver quem diga que o Brasil não está bem? Como pode haver gente por aí falando mal do nosso governo? Desculpem, mas eu sou muito otimista, e confio plenamente nas políticas públicas do Presidente Lula, um presidente que, com uma mão segura as rédias da economia, e com a outra acaricia o povo pobre e miserável com políticas sociais de distribuição de renda.

(*) com informações da Agência Estado e da AFP