terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Lixão do Aurá II
Esta é a segunda matéria da série de denúncias feita por mim juntamente com a equipe do Programa Atitude dentro do Lixão do Aurá, na região Metropolitana de Belém. Assista, comente e me ajude a denunciar.
Lixão do Aurá
sábado, 24 de setembro de 2011
Meg Plural
sábado, 13 de agosto de 2011
COMBATENTE
sábado, 15 de janeiro de 2011
Vila da Barca
Quem mora em Belém conhece, ou já ouviu falar na Vila da Barca, uma comunidade de famílias que moram em casas de madeira - as chamadas palafitas - em cima do Rio Guamá, rio que banha a área urbana da capital do Pará, Belém.
Mas nem tudo é má notícia na Vila da Barca. Na região, uma obra de construção de prédios populares, um conjunto de 25 edifícios foi construído com R$ 10,6 milhões, sendo R$ 8,5 milhões do Governo Federal (PAC), mais uma contrapartida da prefeitura municipal de Belém.
A obra já beneficiou centenas de famílias que trocaram as casas de madeira em cima dos rios por seguros e bem projetados apartamentos de alvenaria. Cada um têm dois quartos, banheiro, cozinha, sala e área de serviço, dispostos em 58m². Cada um dos blocos, de dois e três andares, abriga de quatro a seis apartamentos.
No contrato realizado com os moradores, consta que, durante 10 anos, esses imóveis não poderão ser vendidos ou alugados, uma forma de garantir moradia às pessoas que conquistaram a casa própria.
Na segunda etapa do projeto da Nova Vila da Barca, está prevista a entrega de mais 92 unidades habitacionais até março de 2011. No término de todas as etapas, serão 606 novas casas para os moradores da Vila da Barca. Visitamos o canteiro de obras, que estão à todo vapor.
Além das famílias beneficiadas com as unidades residenciais na Vila da Barca, outras 5 mil devem ser incluídas no projeto com a ampliação da rede de esgoto, drenagem, abastecimento de água e pavimentação. Áreas de lazer e esporte também fazem parte do projeto. A Associação de Moradores da Vila da Barca cumpre um importante papel fiscalizador das obras. O presidente da associação dos moradores Nonato Matias acompanha a situação dos moradores que ainda não tem perspectiva de obter uma das casas a serem entregues pelo projeto. Nós do Programa Atitude também estamos acompanhando e vamos fiscalizar a aplicação dos recursos, e, é claro, continuar trabalhando para levar essas notícias para todos nós, brasileiros.
sábado, 1 de janeiro de 2011
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Momento de Agradecimento
domingo, 17 de outubro de 2010
Desafio. Será?
Em seu discurso no comício da noite do último dia 15 de outubro de 2010, no bairro de São Miguel Paulista, zona oeste da capital, Lula disse diante dos paulistanos que aceita o desafio de Fernando Henrique Cardoso. “Quando e a hora que ele quiser. Vamos ver se ele não vai fugir de novo como na época em que ele me entregou o país sucateado e foi morar na Europa. Quem ficou no Brasil é quem sentiu as consequências do desastre que ele deixou”, alfinetou Lula. “Se uma coisa que tenho coragem é olhá-lo olho no olho, porque sei que dia 01 de janeiro estou deixando de ser presidente da república e onde eu for andarei de cabeça erguida, porque sei que contribui o bastante com o meu país, diferente dele que afundou essa nação, quebrou o país três vezes, triplicou a dívida externa e interna, elevou o risco país em 2.440 pontos, praticou a maior taxa de juros de nossa história, que chegou a 35%, vendeu nossas estatais para o capital estrangeiro, e o pior de tudo, Fernando Henrique desempregou 14 milhões de país e mães de famílias. É por isso que eles jamais poderiam voltar, porque se não acabarão com tudo que não deu tempo e com o que nós construímos”.Enquanto um público de mais de 120 mil pessoas aplaudia e ovacionava Lula, ele continuou: “Porque no tempo dele e do Serra não foi distribuído nenhum livro didáticos nas escolas públicas. No tempo deles as pessoas eram despejadas de suas casas populares porque não conseguiam pagar, e nós acabamos com isso e ainda realizamos o sonho da casa própria de 700 mil brasieliros. No tempo deles o salário mínimo custava R$ 200,00 e agora eles dizem que com cinco meses podem aumentar em R$ 90,00 a mais, porém não explicam porque em oito anos de governo aumentaram em apenas R$ 80,00, pois no inicío do governo deles o salário mínimo era de R$ 120,00 e quando eles saíram estava em R$ 200,00. No tempo deles pobre não tinha vez nas universidades. Universidade era só para filho de rico, mas nós distribuímos 400 mil bolsas do programa universidade para todos e hoje o filho do pobre tem vez. É por isso que estou disponível para olhá-lo cara a cara, mas sei que ele irá baixar a cabeça, pois não é possível que ele não tem pelo menos o mínimo de vergonha na cara. Sei que como presidente e a partir de 01 de janeiro do ano que vem como ex presidente, poderei ir a qualquer lugar que seja, porque sei que terei o carinho das pessoas pelo trabalhos que desemprenhei principalmente pelos mais necessitados. Diferente dele que tem medo de andar nas ruas e ser xingado por ter consciência do péssimo governo que fez, embora ele nunca irá assumir isso. E todo mundo sabe que quem está por trás do Serra é o Fernando Henrique. Eles são farinha do mesmo saco! Enquanto eu não me importo em ir para televisão ou subir num palanque para pedir voto para a Dilminha, o Fernando Henrique se esconde porque sabe que vai ser vaiado e ajudará ao candidato dele a perder mais votos. Completou Lula diante de um público que foi ao delírio quando disse que aceitava o desafio de Fernando Henrique.
Por Ricardo Sérgio Fernandes
sábado, 16 de outubro de 2010
Mentira tem perna curta
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Lula + Dilma X FHC + Serra
Depois de esconder FHC e seu governo, parece que a oposição se arriscará a aceitar a comparação dos anos tucanos com os anos petistas.
Inicialmente os tucanos criticavam o governo Lula e suas políticas sociais como “esmolas” que compravam a consciência dos mais pobres. Quando se deram conta – especialmente depois da derrota em 2006, quando acreditavam que tinha o governo Lula contra as cordas – que a realidade social do país tinha mudado, passaram à cantilena de que os aspectos positivos do governo Lula tinham sido conquistados por eles: tanto a política econômica, como a social – esta supostamente iniciada por Ruth Cardoso.
Nunca se atreveram a tentar provar isso na prática. Na realidade, o Brasil que saiu do governo FHC era mais desigual, mais injusto, mais concentrador de renda e de poder. Além de que havia produzido três crises ao fragilizar a economia, a última das quais foi profunda e prolongada, da qual o Brasil só saiu no governo Lula. Por essa razão, também, no final do seu governo FHC, mesmo contando com toda a imprensa a seu favor, tinha 50,9% de rejeição.
Quando o programa do PT do final do ano passado fez a comparação entre os resultados dos dois governos, veio o pânico nas hostes oposicionistas, sobre o que os esperava na campanha eleitoral. Enquanto um FHC desmoralizado bradava pela necessidade dos tucanos aceitarem a comparação, estes fugiram da raia, e esconderam ao tucano do seu programa eleitoral – ao qual levaram a imagem positiva de Lula.
Agora veremos que mágica conseguem fazer para resgatar FHC, se é que realmente vão fazê-lo. A comparação é tudo o que a campanha da Dilma quer. Ela foi a coordenadora do governo, que teve um sucesso ininterrupto de 5 anos, conquistando 80% de aprovação e apenas 4% de rejeição para Lula. Dilma representa a continuidade e ao aprofundamento das transformações iniciadas nesses 8 anos, que pela primeira vez diminuíram a desigualdade no Brasil.
Esse o grande embate ao que a oposição tenta fugir, buscar outras vias de fazer campanha – com a sórdida utilização de pastores evangélicos explorando os sentimentos conservadores de setores da população – que não a confrontação política. Mas esse é o grande tema. Não porque remeta ao passado, mas porque representa hoje, o mesmo enfrentamento de blocos de forças com os mesmos interesses diferenciados que levaram o Brasil a ser mais injusto na década de 90 e a avançar significativamente na superação das injustiças e das desigualdades na primeira década deste século.
Por Emir Sader
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Lula: nordestino, operário, brasileiro
Fomos nos acostumando tanto com o sucesso de Lula, seja no seu governo, seja na projeção internacional, que às vezes não temos suficientemente presente todas as dimensões desse fenômeno. Pudemos entrevistá-lo e nos darmos conta do amadurecimento político com que Lula chega ao fim do mandato, o entusiasmo com que termina esses impressionantes 8 anos e as qualidades que lhe permitiram, em uma arquitetura genial, ser o artífice da candidatura da Dilma.
Solicitamos a entrevista, conseguida para três dias antes das eleições, horas depois de Lula ter chegado do penúltimo comício, em Sergipe, e horas antes do último, no ABC (ele promete seguir fazendo passeatas silenciosas – permitidas pela legislação eleitoral).
Quisemos que fosse uma modalidade mais ampla, democrática. Para isso, convidamos os dois principais diários de esquerda do continente – Página 12, da Argentina, que mandou o melhor jornalista argentino da atualidade, Martin Granovski, e La Jornada, do México, que mandou sua notável diretora, Carmen Lira. Ambos tem tiragens importantes – La Jornada é o segundo em tiragem no México, com 8 edições regionais -, com sites com entradas diárias muito grandes, publicações que destoam claramente do resto da imprensa dos seus países, muito similar à nossa.
Por outro lado, quisemos abrir consultas com os leitores sobre as perguntas que gostariam de fazer a Lula, sabendo que seria impossível fazê-las todas, pela quantidade, mas para sentir os temas principais de interesse dos leitores. Eu disse a Lula que, no momento do início da entrevista, já havia mais de 250 perguntas, que nos comprometíamos a fazer-lhe chegar todas por escrito.
Nos reunimos com Lula, os três, alternando as perguntas e às vezes estabelecendo um diálogo. Assistiram ou passaram em algum momento, Gilberto Carvalho, Franklin Martins, Alexandre Padilha e Marco Aurélio Garcia. No final pudemos conversar um pouco em off com o Lula. Na saída já nos entregaram o DVD com a gravação integral da reunião, nos enviaram fotos e mais tarde a entrevista integralmente degravada.
Claramente o tema das comunicações foi dos mais reiterados, como se pode ver pela íntegra da entrevista publicada. Quisemos que fosse publicada na íntegra. Esta também deve ser uma prática da imprensa alternativa, não se dar o direito de selecionar o que parece a editores valer a pena submeter aos leitores. A internet não deve ser só um meio tecnicamente diferenciado, mas uma forma diferente, pluralista, alternativa, de fazer comunicação.
Apesar das intensas atividades e emoções correspondentes, Lula estava com ótimo ânimo, coerente com o tamanho da vitória que se aproxima. Despreocupado se a vitória se dará no primeiro turno – hipótese claramente mais provável – ou no segundo, mas seguro de que termina seu mandato – como disse ele, onde muitos nem começaram – realizando o fundamental com que se comprometeu – a prioridade do social era a substância do discurso na primeira campanha vitoriosa.
Nos acostumamos – como dizia no começo deste texto – com esse sucesso, mas é bom parar um pouco e pensar suas reais dimensões e facetas. Nos esquecemos, de tanto ter incorporado, o verdadeiro peso de Lula ter duas determinações essenciais – imigrante nordestino e operário. Duas marcas discriminadas e marginalizadas no Brasil. Nos meus anos 50, os nordestinos – chamados de "cabeças-chata", "paraíbas" – eram a categoria mais baixa da ordem social. Sua imagem cotidiana era a do trabalhador da construção civil – sem casa, sem identidade, quase anônimo. Pertenciam àquela imensa leva de imigrantes que, com as terríveis secas do nordeste nos anos 50, mais o imenso boom econômico de São Paulo – “A cidade que mais cresce no mundo, constroem-se quatro casas pro hora”, se propalava, orgulhosamente, sem a consciência das monstruosidades que esse crescimento rápido e desordenado estava produzindo.
Mesmo sendo operário, do setor tecnologicamente mais avançado da economia – a industria automobilística chegou a representar, direta ou indiretamente, ¼ do PIB brasileiro -, pertencia a uma categoria que nunca foi devidamente valorizada no Brasil. Foram poucas gerações como a de Lula, com o processo industrial em expansão, com a valorização da imagem do operário. Logo veio a ditadura, depois o neoliberalismo e a desqualificação do trabalhador, do mundo do trabalho, do desenvolvimento econômico.
Pois é Lula, imigrante nordestino, operário, que personificou esses 8 anos importantíssimos para resgatar o Brasil, rebaixado e avacalhado por Collor e FHC. Para resgatar o Estado brasileiro, um modelo de desenvolvimento econômico e social que permite, pela primeira vez, diminuir a desigualdade social no país mais desigual do continente mais desigual do mundo, para levar adiante uma política internacional soberana, centrada no Sul do mundo.
Lula sai mais fresco do que quando entrou no governo. Dinâmico, mais experiência, com ar de estadista, de construtor de um projeto hegemônico, com um profundo sentimento brasileiro e latinoamericano, com amor pela África, com o orgulho de que o povo brasileiro o sinta como um deles, com o sentimento de voltar para São Bernardo e tomar umas biritas com os mesmos amigos que deixou quando veio a Brasília se tornar o primeiro presidente operário, o primeiro a eleger seu sucessor, o primeiro a promover a eleição de uma mulher como presidente do Brasil.
Esse é o Lula que encontramos ontem – cuja entrevista pode ser lida integralmente na Carta Maior -, que vota no domingo em São Bernardo, para onde irá Dilma, depois de votar em Porto Alegre, viajando ambos no final da tarde para Brasília, esperar os resultados que devem consagrar nas urnas o melhor governo que o Brasil já teve e apontar para a consolidação da construção de uma sociedade justa, solidária e soberana. Esse Lula, a encarnação mesma do brasileiro, do que de melhor têm os brasileiros, essa Dilma, que representa a trajetória digna de uma militante da luta contra a ditadura, de construtora desse Brasil pelo qual lutávamos e continuamos lutando, mudando os métodos de luta, mas nunca mudando de lado – como ela gosta de destacar.


