segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lixão do Aurá II



Esta é a segunda matéria da série de denúncias feita por mim juntamente com a equipe do Programa Atitude dentro do Lixão do Aurá, na região Metropolitana de Belém. Assista, comente e me ajude a denunciar.

Lixão do Aurá


Atendendo a centenas de pedidos de meus telespectadores, publiquei a matéria mais pedida do meu Programa de Tv chamado Atitude. Mais informações no site www.atitudemegbarros.com.br

sábado, 24 de setembro de 2011

Meg Plural

Através da internet transcedo o lugar onde estou. Belém, Nova York, Nova Timboteua, Tapanã, ou São Paulo, o Twitter, Facebook ou email me levam para perto das pessoas, seja aonde eu estiver, seja onde elas estiverem. O meu conteúdo  pessoal ganha dimensões estratosféricas. Perco o controle positivo das minhas palavras, retuitadas, curtidas e repetidas na rede ou fora dela... Na minha geração, uma infinidade de assuntos podem ser acompanhados ao mesmo tempo, por isso dá pra se doar a vários propósitos. Hoje não é como nos anos 80, onde os jovens tinham uma opinião radical, ou eram isso, ou eram aquilo... Hoje a postura gratuitamente radical se tornou algo “fake”, falso. Ao invés de neutralizar diferenças e desavenças, pra mim é legal expressa-las, justamente para compreende-las. Eu posso ser uma atleta, jornalista, dançarina, colunista, cinéfila, administradora e ativista social ao mesmo tempo! Porque eu sou da geração de jovens mais plural da história! Mas estou falando de uma pluralidade que garante que eu possa agir livremente. Uno o meu trabalho ao meu prazer porque uma coisa está intimamente ligada a outra. Mas ainda não é facil ser Meg Barros, porque esse novo formato confunde muita gente. Algumas pessoas podem não entender este texto tão facilmente, mas acredite, para nós, jovens de hoje, este é um comportamento normal. E entender a evolução do mundo é uma busca que pode nos manter jovens, para sempre.



Foto: Rui Portugal

sábado, 13 de agosto de 2011

COMBATENTE


Certo dia escutei que o mundo não é mais feito só de pessoas humanas. Me disseram que não existe mais união por sentimentos de afeto, confiança e respeito. Me disseram que só existem interesses, ponto. Eu discordo. Na minha vida nunca nada aconteceu assim. Me considero uma pessoa feliz, que tem uma vida simples, mas com tudo o que poderia sonhar e eu nunca criei relações por interesses, nunca. Sou tão simples e tão normal que às vezes fico pra trás mesmo. Mas um pra trás que lá na frente descubro que na verdade foi um desvio do caminho que era errado pra caminhar pelo caminho que é certo. E aí a minha vida permanece serena e calma, e eu continuo criando as minhas relações de amizade e companheirismo que tanto me fazem feliz. Eu sou feliz independente de qualquer coisa, porque eu tenho carinho por mim mesma. Eu não tento agradar ninguém por conveniência, vivo pelas minhas próprias convicções.
Os que porventura me abandonarem, lá na frente saberão que agiram com a soberba que outrora parecia autoconfiança.
Eu definitivamente não sou moderna, eu ainda acredito nas relações de confiança e na palavra dos homens de boa fé. É por isso que varias vezes recuei do meu destino, por apenas não ser um ser humano de falso caráter, motivo de velado orgulho para tantos.
Aí eu paro e penso, e analiso: como estão os que se deixaram dominar pela ambição? Será que estão mais felizes agora? Digo que não, nenhum deles. Aí eu sempre concluo que mais vale viver assim do que ler a cartilha da "espertesza" que é a mesma da mediocridade.
Eu sou dessas pessoas simples que gostam de viver bem, em paz, e felizes. Nas minhas atitudes, eu só tenho 40% de razão, o resto é coração, é sentimento puro dos seres mais humanos descomprometidos com o sucesso. Se eu gostaria de participar dessa nova safra de homens e mulheres modernos, estrategistas e nada emotivos? Às vezes sim, parece sensato. Mas quando olho e vejo o quanto no fundo eles são infelizes na vida real, valorizo minha natureza.
Eu acho que existem poucas pessoas como eu, mas eu tenho fé que elas existam... eu sou dessas que ri e chora muito facilmente porque existe uma verdadeira criança dentro de mim, viva! Pura de tudo e às vezes desprotegida dos perigos da vida.
Eu queria que todas as pessoas fossem mais puras e mais sensíveis, pois tenho certeza que o mundo seria melhor.
A indiferença, a insensibilidade é o grande mal do século. As pessoas acham que, se se tornarem cegas será sinônimo de maturidade, mas é justamente o contrário...
Porque pra mim não importa ser feliz sozinho, eu sou combatente, eu combato o individualismo, porque o mundo é um círculo onde, logo ali, todos vão se encontrar, novamente.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Vila da Barca

Quem mora em Belém conhece, ou já ouviu falar na Vila da Barca, uma comunidade de famílias que moram em casas de madeira - as chamadas palafitas - em cima do Rio Guamá, rio que banha a área urbana da capital do Pará, Belém.

Na área, 83% das famílias moram em casas de madeira, possuem baixa escolaridade e renda familiar de, no máximo, três salários mínimos. Segundo o IBGE, 448,7 mil moradores de Belém vivem em condições de submoradia, o que corresponde a 35% da população do município.
Além das péssimas condições de habitação, a Vila da Barca oferece outros perigos aos moradores, como o risco de desabamento, o lixo depositado em baixo das moradias, e ainda o risco de contaminação e proliferação de doenças.
Visitamos a Vila da Barca e, pelo menos por uma manhã, pudemos vivenciar a sensação de ter que trafegar por estreitas pontes de madeira, dividindo esse espaço com crianças e idosos que se arriscam, desafiando o pequeno espaço pelo qual precisam caminhar para chegar à terra firme.

Mas nem tudo é má notícia na Vila da Barca. Na região, uma obra de construção de prédios populares, um conjunto de 25 edifícios foi construído com R$ 10,6 milhões, sendo R$ 8,5 milhões do Governo Federal (PAC), mais uma contrapartida da prefeitura municipal de Belém.

A obra já beneficiou centenas de famílias que trocaram as casas de madeira em cima dos rios por seguros e bem projetados apartamentos de alvenaria. Cada um têm dois quartos, banheiro, cozinha, sala e área de serviço, dispostos em 58m². Cada um dos blocos, de dois e três andares, abriga de quatro a seis apartamentos.

No contrato realizado com os moradores, consta que, durante 10 anos, esses imóveis não poderão ser vendidos ou alugados, uma forma de garantir moradia às pessoas que conquistaram a casa própria.


Na segunda etapa do projeto da Nova Vila da Barca, está prevista a entrega de mais 92 unidades habitacionais até março de 2011. No término de todas as etapas, serão 606 novas casas para os moradores da Vila da Barca. Visitamos o canteiro de obras, que estão à todo vapor.

Além das famílias beneficiadas com as unidades residenciais na Vila da Barca, outras 5 mil devem ser incluídas no projeto com a ampliação da rede de esgoto, drenagem, abastecimento de água e pavimentação. Áreas de lazer e esporte também fazem parte do projeto. A Associação de Moradores da Vila da Barca cumpre um importante papel fiscalizador das obras. O presidente da associação dos moradores Nonato Matias acompanha a situação dos moradores que ainda não tem perspectiva de obter uma das casas a serem entregues pelo projeto. Nós do Programa Atitude também estamos acompanhando e vamos fiscalizar a aplicação dos recursos, e, é claro, continuar trabalhando para levar essas notícias para todos nós, brasileiros.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Momento de Agradecimento

Todos passamos por vários momentos na vida. Momentos de dor, momentos de alegria, momentos de euforia, de paixão! Momentos de ternura, de raiva, momentos de felicidade. Nesses últimos dois anos vivi momentos muito intensos na realização de um sonho que se chama Programa Atitude. Cada dia vivenciado é um sonho vivido aos poucos. Não exagero. Trabalhar com o que eu trabalho me causa uma alegria enorme, inexplicável.
Passei por momentos de muita angústia este ano. Por se tratar de um projeto familiar (o programa é uma doação minha e do meu marido) pensei que ele poderia sair do ar por nos faltar oxigênio financeiro, recursos. Não tive apoio de empresas locais que me dessem o aporte financeiro que precisava.
Não foi por falta de tentar. Raras são as empresas ou instituições interessadas em investir em ações de assistência social. Tentamos muito! Gente muito boa esteve ao nosso lado, tentando conseguir um patrocínio que fosse. Até conseguimos, mas ele logo foi cortado em sua quinta parte. E com isso - esse filete de ar - nos mantivemos respirando este último ano.
Agora, na virada para 2011, estávamos agonizando. O Atitude ia acabar. Cheguei a pensar realmente que iria acordar desse sonho...
Ontem, assisti um filme ao lado da minha filha. Chama-se "À procura da felicidade", com Will Smith. Este filme me mostrou momentos de perseverança, me deu o sinal de que não podemos perder as esperanças nem desistir de tentar, nunca. Nem nos momentos mais difíceis, não podemos deixar que o cansaço e as frustrações nos dominem. Ontem foi uma lição de vida, este filme me ensinou esta lição.
E, coincidentemente, hoje, foi o dia especial que eu esperei durante esses dois anos.
Hoje foi o meu momento de felicidade, de plena certeza de que o meu sonho não vai acabar assim. Hoje foi o dia em que eu voltei a acreditar que tudo o que eu plantei, está brotando, lentamente, de dentro da terra em que eu ando todos os dias.
Por isso hoje eu agradeço a essas pessoas.... Eles sabem a quem.
Muito obrigada por reconhecer a pureza que existe nos meus olhos. Por eles, muitas lágrimas já se derramaram, mas cada uma delas valeu a pena. E vão valer mais ainda.
Ah, se Vale!
Vida longa ao Atitude.

domingo, 17 de outubro de 2010

Desafio. Será?

Em seu discurso no comício da noite do último dia 15 de outubro de 2010, no bairro de São Miguel Paulista, zona oeste da capital, Lula disse diante dos paulistanos que aceita o desafio de Fernando Henrique Cardoso. “Quando e a hora que ele quiser. Vamos ver se ele não vai fugir de novo como na época em que ele me entregou o país sucateado e foi morar na Europa. Quem ficou no Brasil é quem sentiu as consequências do desastre que ele deixou”, alfinetou Lula. “Se uma coisa que tenho coragem é olhá-lo olho no olho, porque sei que dia 01 de janeiro estou deixando de ser presidente da república e onde eu for andarei de cabeça erguida, porque sei que contribui o bastante com o meu país, diferente dele que afundou essa nação, quebrou o país três vezes, triplicou a dívida externa e interna, elevou o risco país em 2.440 pontos, praticou a maior taxa de juros de nossa história, que chegou a 35%, vendeu nossas estatais para o capital estrangeiro, e o pior de tudo, Fernando Henrique desempregou 14 milhões de país e mães de famílias. É por isso que eles jamais poderiam voltar, porque se não acabarão com tudo que não deu tempo e com o que nós construímos”.Enquanto um público de mais de 120 mil pessoas aplaudia e ovacionava Lula, ele continuou: “Porque no tempo dele e do Serra não foi distribuído nenhum livro didáticos nas escolas públicas. No tempo deles as pessoas eram despejadas de suas casas populares porque não conseguiam pagar, e nós acabamos com isso e ainda realizamos o sonho da casa própria de 700 mil brasieliros. No tempo deles o salário mínimo custava R$ 200,00 e agora eles dizem que com cinco meses podem aumentar em R$ 90,00 a mais, porém não explicam porque em oito anos de governo aumentaram em apenas R$ 80,00, pois no inicío do governo deles o salário mínimo era de R$ 120,00 e quando eles saíram estava em R$ 200,00. No tempo deles pobre não tinha vez nas universidades. Universidade era só para filho de rico, mas nós distribuímos 400 mil bolsas do programa universidade para todos e hoje o filho do pobre tem vez. É por isso que estou disponível para olhá-lo cara a cara, mas sei que ele irá baixar a cabeça, pois não é possível que ele não tem pelo menos o mínimo de vergonha na cara. Sei que como presidente e a partir de 01 de janeiro do ano que vem como ex presidente, poderei ir a qualquer lugar que seja, porque sei que terei o carinho das pessoas pelo trabalhos que desemprenhei principalmente pelos mais necessitados. Diferente dele que tem medo de andar nas ruas e ser xingado por ter consciência do péssimo governo que fez, embora ele nunca irá assumir isso. E todo mundo sabe que quem está por trás do Serra é o Fernando Henrique. Eles são farinha do mesmo saco! Enquanto eu não me importo em ir para televisão ou subir num palanque para pedir voto para a Dilminha, o Fernando Henrique se esconde porque sabe que vai ser vaiado e ajudará ao candidato dele a perder mais votos. Completou Lula diante de um público que foi ao delírio quando disse que aceitava o desafio de Fernando Henrique.

Por Ricardo Sérgio Fernandes

sábado, 16 de outubro de 2010

Mentira tem perna curta

Não daria tamanha importância para um vídeo de pouco mais de um minuto, não fosse a grave afirmação contida nele. O candidato à presidente José Serra afirmou, durante debate ao vivo na Tv Record, QUE NÃO DEIXARIA A PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA CONCORRER À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, e veja só, ele não só descumpriu a palavra como deve ter esquecido o que falou, publicamente, e ao vivo.
Isso não é uma montagem, esse é um vídeo verdadeiro. Assista e comprove.
Ah, viva o Youtube!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Lula + Dilma X FHC + Serra

O tema central das eleições deste ano, protagonizado pelos dois blocos de forças que têm ocupado o campo político, remete a dois projetos de país. Um, posto em prática quando os tucanos-demistas tiveram dois mandatos e o apoio total do grande empresariado, do capital internacional e da velha mídia, para realizar o governo que lhes parecia o melhor para o Brasil. O outro, realizado nestes oito anos, pelo governo Lula, que conta com o maior apoio popular que qualquer governo chegou a ter e a maior hostilidade da velha mídia.

Depois de esconder FHC e seu governo, parece que a oposição se arriscará a aceitar a comparação dos anos tucanos com os anos petistas.

Inicialmente os tucanos criticavam o governo Lula e suas políticas sociais como “esmolas” que compravam a consciência dos mais pobres. Quando se deram conta – especialmente depois da derrota em 2006, quando acreditavam que tinha o governo Lula contra as cordas – que a realidade social do país tinha mudado, passaram à cantilena de que os aspectos positivos do governo Lula tinham sido conquistados por eles: tanto a política econômica, como a social – esta supostamente iniciada por Ruth Cardoso.

Nunca se atreveram a tentar provar isso na prática. Na realidade, o Brasil que saiu do governo FHC era mais desigual, mais injusto, mais concentrador de renda e de poder. Além de que havia produzido três crises ao fragilizar a economia, a última das quais foi profunda e prolongada, da qual o Brasil só saiu no governo Lula. Por essa razão, também, no final do seu governo FHC, mesmo contando com toda a imprensa a seu favor, tinha 50,9% de rejeição.

Quando o programa do PT do final do ano passado fez a comparação entre os resultados dos dois governos, veio o pânico nas hostes oposicionistas, sobre o que os esperava na campanha eleitoral. Enquanto um FHC desmoralizado bradava pela necessidade dos tucanos aceitarem a comparação, estes fugiram da raia, e esconderam ao tucano do seu programa eleitoral – ao qual levaram a imagem positiva de Lula.

Agora veremos que mágica conseguem fazer para resgatar FHC, se é que realmente vão fazê-lo. A comparação é tudo o que a campanha da Dilma quer. Ela foi a coordenadora do governo, que teve um sucesso ininterrupto de 5 anos, conquistando 80% de aprovação e apenas 4% de rejeição para Lula. Dilma representa a continuidade e ao aprofundamento das transformações iniciadas nesses 8 anos, que pela primeira vez diminuíram a desigualdade no Brasil.

Esse o grande embate ao que a oposição tenta fugir, buscar outras vias de fazer campanha – com a sórdida utilização de pastores evangélicos explorando os sentimentos conservadores de setores da população – que não a confrontação política. Mas esse é o grande tema. Não porque remeta ao passado, mas porque representa hoje, o mesmo enfrentamento de blocos de forças com os mesmos interesses diferenciados que levaram o Brasil a ser mais injusto na década de 90 e a avançar significativamente na superação das injustiças e das desigualdades na primeira década deste século.

Por Emir Sader

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Entrevista de Lula - 30/09/10



Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7

Lula: nordestino, operário, brasileiro

Por Emir Sader

Fomos nos acostumando tanto com o sucesso de Lula, seja no seu governo, seja na projeção internacional, que às vezes não temos suficientemente presente todas as dimensões desse fenômeno. Pudemos entrevistá-lo e nos darmos conta do amadurecimento político com que Lula chega ao fim do mandato, o entusiasmo com que termina esses impressionantes 8 anos e as qualidades que lhe permitiram, em uma arquitetura genial, ser o artífice da candidatura da Dilma.

Solicitamos a entrevista, conseguida para três dias antes das eleições, horas depois de Lula ter chegado do penúltimo comício, em Sergipe, e horas antes do último, no ABC (ele promete seguir fazendo passeatas silenciosas – permitidas pela legislação eleitoral).

Quisemos que fosse uma modalidade mais ampla, democrática. Para isso, convidamos os dois principais diários de esquerda do continente – Página 12, da Argentina, que mandou o melhor jornalista argentino da atualidade, Martin Granovski, e La Jornada, do México, que mandou sua notável diretora, Carmen Lira. Ambos tem tiragens importantes – La Jornada é o segundo em tiragem no México, com 8 edições regionais -, com sites com entradas diárias muito grandes, publicações que destoam claramente do resto da imprensa dos seus países, muito similar à nossa.

Por outro lado, quisemos abrir consultas com os leitores sobre as perguntas que gostariam de fazer a Lula, sabendo que seria impossível fazê-las todas, pela quantidade, mas para sentir os temas principais de interesse dos leitores. Eu disse a Lula que, no momento do início da entrevista, já havia mais de 250 perguntas, que nos comprometíamos a fazer-lhe chegar todas por escrito.

Nos reunimos com Lula, os três, alternando as perguntas e às vezes estabelecendo um diálogo. Assistiram ou passaram em algum momento, Gilberto Carvalho, Franklin Martins, Alexandre Padilha e Marco Aurélio Garcia. No final pudemos conversar um pouco em off com o Lula. Na saída já nos entregaram o DVD com a gravação integral da reunião, nos enviaram fotos e mais tarde a entrevista integralmente degravada.

Claramente o tema das comunicações foi dos mais reiterados, como se pode ver pela íntegra da entrevista publicada. Quisemos que fosse publicada na íntegra. Esta também deve ser uma prática da imprensa alternativa, não se dar o direito de selecionar o que parece a editores valer a pena submeter aos leitores. A internet não deve ser só um meio tecnicamente diferenciado, mas uma forma diferente, pluralista, alternativa, de fazer comunicação.

Apesar das intensas atividades e emoções correspondentes, Lula estava com ótimo ânimo, coerente com o tamanho da vitória que se aproxima. Despreocupado se a vitória se dará no primeiro turno – hipótese claramente mais provável – ou no segundo, mas seguro de que termina seu mandato – como disse ele, onde muitos nem começaram – realizando o fundamental com que se comprometeu – a prioridade do social era a substância do discurso na primeira campanha vitoriosa.

Nos acostumamos – como dizia no começo deste texto – com esse sucesso, mas é bom parar um pouco e pensar suas reais dimensões e facetas. Nos esquecemos, de tanto ter incorporado, o verdadeiro peso de Lula ter duas determinações essenciais – imigrante nordestino e operário. Duas marcas discriminadas e marginalizadas no Brasil. Nos meus anos 50, os nordestinos – chamados de "cabeças-chata", "paraíbas" – eram a categoria mais baixa da ordem social. Sua imagem cotidiana era a do trabalhador da construção civil – sem casa, sem identidade, quase anônimo. Pertenciam àquela imensa leva de imigrantes que, com as terríveis secas do nordeste nos anos 50, mais o imenso boom econômico de São Paulo – “A cidade que mais cresce no mundo, constroem-se quatro casas pro hora”, se propalava, orgulhosamente, sem a consciência das monstruosidades que esse crescimento rápido e desordenado estava produzindo.

Mesmo sendo operário, do setor tecnologicamente mais avançado da economia – a industria automobilística chegou a representar, direta ou indiretamente, ¼ do PIB brasileiro -, pertencia a uma categoria que nunca foi devidamente valorizada no Brasil. Foram poucas gerações como a de Lula, com o processo industrial em expansão, com a valorização da imagem do operário. Logo veio a ditadura, depois o neoliberalismo e a desqualificação do trabalhador, do mundo do trabalho, do desenvolvimento econômico.

Pois é Lula, imigrante nordestino, operário, que personificou esses 8 anos importantíssimos para resgatar o Brasil, rebaixado e avacalhado por Collor e FHC. Para resgatar o Estado brasileiro, um modelo de desenvolvimento econômico e social que permite, pela primeira vez, diminuir a desigualdade social no país mais desigual do continente mais desigual do mundo, para levar adiante uma política internacional soberana, centrada no Sul do mundo.

Lula sai mais fresco do que quando entrou no governo. Dinâmico, mais experiência, com ar de estadista, de construtor de um projeto hegemônico, com um profundo sentimento brasileiro e latinoamericano, com amor pela África, com o orgulho de que o povo brasileiro o sinta como um deles, com o sentimento de voltar para São Bernardo e tomar umas biritas com os mesmos amigos que deixou quando veio a Brasília se tornar o primeiro presidente operário, o primeiro a eleger seu sucessor, o primeiro a promover a eleição de uma mulher como presidente do Brasil.

Esse é o Lula que encontramos ontem – cuja entrevista pode ser lida integralmente na Carta Maior -, que vota no domingo em São Bernardo, para onde irá Dilma, depois de votar em Porto Alegre, viajando ambos no final da tarde para Brasília, esperar os resultados que devem consagrar nas urnas o melhor governo que o Brasil já teve e apontar para a consolidação da construção de uma sociedade justa, solidária e soberana. Esse Lula, a encarnação mesma do brasileiro, do que de melhor têm os brasileiros, essa Dilma, que representa a trajetória digna de uma militante da luta contra a ditadura, de construtora desse Brasil pelo qual lutávamos e continuamos lutando, mudando os métodos de luta, mas nunca mudando de lado – como ela gosta de destacar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

REUNIÃO DE LIDERANÇAS


Estas são imagens da primeira Reunião de Lideranças atendidas pelo Programa Atitude realizada no sábado, 19 de setembro de 2010 no restaurante que fica na sede do Paysandu da Av. Nazaré.
Como vocês sabem - se não, saberão agora - eu e meu marido somos fundadores do Programa Atitude www.atitudemegbarros.com.br e, desde março de 2009, doamos mensalmente a produção e veiculação deste programa, como forma de ajudar comunidades paraenses esquecidas, que vivem à margem do desenvolvimento e que não tiveram a mesma oportunidade que nós.
Neste sábado eu convidei grande parte das lideranças comunitárias atendidas pelo Atitude para fazermos um balanço do ano que passou, um planejamento do ano que virá e para ter - como sempre tive - uma conversa olho no olho sobre todas as dificuldades que enfrentamos para manter um programa como este no ar.
E para falar sobre os desafios de manter um programa local de assistência às comunidades: Kleber, "No que depender de nós, faremos o possível para manter esse programa no ar, não por nós, e sim pelo trabalho que desenvolvemos nas comunidades e pelo resultado que vemos. É lindo."
E claro, minha equipe também foi representada pela Coordenadora de Atendimento/Marketing do Atitude: Cemires Barros (ei, não é nada de nepotismo não, é coincidência mesmo esse "barros").
Cemires falou - ou tentou expressar - um pouquinho da nossa alegria de vivenciar o Atitude e fazer deste programa a nossa rotina, o nosso dia-a-dia. Ajudar comunidades carentes é a nossa missão! "Eu já fazia isso antes, imagine agora!? É muito bom!".
Se nos faz bem, imagine a essas pessoas que coordenam projetos comunitários? Eles nunca foram tratados tão bem por um programa de Tv. Foi muito bom reunir tanta gente de bom coração E DE MUITA ATITUDE num mesmo local. Lideranças atuantes, coordenadoras de projetos, creches, escolinhas, abrigos e casas de apoio que os tornam verdadeiras autoridades sociais. Diante deles eu me sinto um grão de areia num mar de abandono.
Nem preciso dizer que sou apaixonada pelo meu trabalho... Enquanto muitos pensavam que eu seria candidata, eu negava, muitos torciam o nariz. Isso não importa pra mim. O que importa é dar continuidade ao Atitude, e no fundo, era justamente essa a razão maior desta reunião...
Neste momento, Sr. Romário tomou a palavra. Ele foi o primeiro a falar, a se pronunciar a respeito do que tem recebido de benefícios em razão do Programa Atitude desde que o primeiro programa (em que a Creche Filhos do Aurá da qual é coordenador) foi ao ar, até hoje.
Célio Cessim, "Sr. Romário" como é conhecido, é liderança em toda a região do Aurá, que engloba a Creche Filhos do Aurá, Santana do Aurá e o Lixão propriamente dito, onde distribui alimentos semanalmente. E, particularmente, uma das lideranças que mais admiro.
Esta é Raymunda Paulino, liderança comunitária do bairro do Marco. Ela representa um projeto que visa a capacitação de mulheres da comunidade para o mercado de trabalho. Mais uma comunidade atendida pelo Programa Atitude. Ela também foi dar seu testemunho de apoio ao Atitude.
O cerne da questão, que inclusive já foi dito aqui, é que está cada vez mais difícil para nós mantermos uma programa como o Atitude no ar. E isso eu precisava falar para cada um deles, por mais duro que seja. Nossos empresários locais preferem investir em programas de fofoca, beleza, bate-papo, aparelhagens de som. Solidariedade? Não!
Este é o Pastor Fábio, da Igreja Maranata do Park Verde. Pediu que eu não tivesse medo, pois numa obra tão bonita como o Atitude, Deus não permitirá abalos. Que eu resistisse e esperasse a providência divina, que existe a certeza de que, quem faz um trabalho como este, não será abandonado jamais. E que palavras bonitas as do Pastor. Muito obrigada.
Durante a reunião, vários amigos estiveram presentes. Na foto, João Correa, Edson, D. Maria e Vera Paoloni, todos assistindo atentamente ao depoimentos das lideranças.
Esta é D. Cleide, da Associação de Mulheres do Ariri Bolonha, do Conjunto Sideral. Pediu a palavra para dizer que está com a gente e que "estas comunidades precisam de um programa como esse. Se esse programa acabar, Deus o livre!...".
Aí está o Waldemar, liderança do Jardim Nova Vida, onde existem cerca de 8 mil famílias. Visitamos esta comunidade em novembro de 2009, desde lá, não paramos mais de ajudar. A história de luta deles é algo impressionante. Lindo de se contar, difícil de se viver. Mas essa é uma tarefa pra outro site fazer... www.atitudemegbarros.com.br
Nossa, eu adoro esta senhora! É a D. Maria José Antunes, da Associação de Moradores Movimento da Vileta. A última conquista deles foi a escolinha toda reformada, com nova estrutura, curso de capacitação de professores e dispensa cheia de alimentos para a merenda das crianças. Tudo graças à FAPAM, e claro, ao Atitude que ligou a faculdade à comunidade.
Bom, esta é D. Fátima. A matéria com a história de vida dela acabou de ser postada no site do Atitude, citado vária vezes aqui. Ela é catadora de lixo do Aurá há 20 anos! Dela eu sou suspeita pra falar...
D. Fátima não sabe ler nem escrever, mas tem a sabedoria que muitos deveriam ter. Tem a sensibilidade que falta a muitos políticos e o olhar humano que falta a tantos homens de bem. Dona Fátima é uma das lideranças que mais foi beneficiada com o Atitude até hoje.
Foi como eu disse: poucos têm a força e a garra de D. Fátima. Ela me recarregou os ânimos que não há desafio que abalasse esta energia! Obrigada D. Fátima. Estaremos sempre juntas.
D. Antônia, ex-catadora do Lixão do Aurá. A história dela marcou o Natal do ano passado. Depois que um caminhão de lixo passou por cima da sua perna e a impossibilitou de voltar ao trabalho...
D. Antônia fala com a honra que serve de exemplo a todos nós. Ela não desistiu da vida e hoje integra a associação de moradores do Jardim Nova Vida, onde mora. Lá, uma comunidade onde moram praticamente apenas famílias de catadores do Lixão, será instalado um infocentro do Navega Pará, o que os enche de orgulho, e resgata a auto estima de um povo antes completamente esquecido...
Segurando a mão firme de D. Antônia eu declarei o meu apoio à re-eleição de Ana. Por eles e por muitas outras obras que vi chegar a onde nunca havia chegado. É esse povo pobre e sofrido que sabe o valor de um Governo realmente popular, realmente preocupado com o povo.
Um abraço selou nosso compromisso, sob o olhar atento de todos os que assistiam à cena. Não me distancio em nenhum momento dessas comunidades, que conheci em razão do Atitude, mas que permanecem em razão do carinho que sinto por elas. Tudo o que quero é que todas, igualmente, tenham melhores condições de vida, para criar suas crianças com dignidade.

Edsom, no ato único representante da equipe da campanha de Ana, declarou que não esperava tanta emoção numa reunião de lideranças. Que, por ser homem, resistia às lagrimas, mas na verdade, a emoção é forte a esse ponto. Nos parabenizou pelo trabalho de base, e disse: "quem dera se todos fizessem como você...".
Dona Iza é fundadora da Ong Colméia, liderança na região do Icuí Guajará. Ela veio do fundo da sala, sorrindo em minha direção. Com a voz mansa e baixinha, apertou forte a minha mão pra dizer o quanto é ligada a mim e ao Atitude.
Linda, trazia um vaso com flores artesanais embrulhado com um lacinho amarelo, um presente que simbolizava o amor, a confiança e o quanto o meu trabalho significava para a comunidade do Icuí.
Obrigada Dona Iza. Esse trabalho existe até hoje, graças à providência divina e ao esforço que eu e meu marido fazemos mensalmente para mante-lo no ar. Enquanto Deus nos der recursos para permanecer, continuaremos. Hoje, passamos por sérias dificuldades financeiras, mas a força e o carinho que recebemos dessas pessoas nos alavancam e não nos deixam desistir.
Aqui várias comunidades estão representadas: Curuçambá, Guamá e Icoaraci. Mulheres exemplo de trabalho pelas suas comunidades, símbolo maior de doação. Obrigada a todas pelo apoio.
E por tudo o que foi dito e o que foi vivido, sabemos que temos apoio, BASE, e nada vai parar o Atitude. Somos feitos de fé, união e esperança.
Jesus e D. Estela. A primeira, liderança da Ocupação Jardim Renascer, a segunda, liderança do bairro da Cabanagem onde tem um projeto que beneficia mais de mil famílias. Mulheres que me fazem emocionar...
Darcilene, ou melhor, Tia Dadá. Ela é coordenadora de uma escolinha comunitária no Curió Utinga e no momento exato desta foto me contava sobre um doador, telespectador do programa Atitude, que doou todo o piso da escolinha, antes de madeira, e agora, lajota.
A surpresa foi tão grande que eu nem acreditei! Toda aquela escolinha lajotada! Que bênção! No início do ano levamos quadros brancos, ventiladores, material escolar e outros materiais importantes para o funcionamento da escola. Mas não sonhávamos com tanto.
E depois de tantas emoções, recebi uma a uma, todas as lideranças com suas respectivas histórias e demandas. Atendo uma a uma, são tantas notícias boas. A gente sabe que ainda falta muito, se, se falta. Mas estávamos lá reunidos justamente para propor, planejar e nos alinhar.
Depois de tudo, um lache muito gostoso e divertido, música boa e esperança renovada! A gente tem muito o que viver, e a gente vai longe... Muito longe.
E por tudo o que fazemos, agradeço e não posso esquecer de cada uma da minha equipe. Da esquerda pra direita: Guilherme, Taynara, Kleber, Cemires, Bolinho, Chimbinha e Daniel (agachado). Fiquem certos companheiros: VIDA LONGA AO ATITUDE!

sábado, 11 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A minha escolha

Nestas eleições, todos os cidadãos, inevitavelmente - salvo os menores de 16 ou acima de 70 anos - terão que fazer suas opções políticas. Assim como todos, ou quase todos os brasileiros, eu já fiz minha escolha.
Há muito tempo tenho a convicção de que o governo Lula foi um divisor de águas na história do Brasil. Admiro a trajetória de Lula, da vida do ex-metalúrgico até as sábias decisões que teve que tomar ao conduzir o País nas horas de crise. Com Lula, a maioria dos brasileiros se sentiu protegida, assistida, valorizada, e não mais abandonada, como antes. Lula ensinou que a inclusão social é a verdadeira mola do desenvolvimento. Os governos de Lula não se comparam em números de desenvolvimento com os governos anteriores, isso prova tudo o que disse até agora.
Além disso, foi com Lula que o Brasil se tornou uma nação respeitada lá fora. Ocorreu uma profunda mudança em nossa política exterior, altamente benéfica para o povo brasileiro, a meu ver. Basta colecionar fatos, notícias e comentários positivos relacionados ao nosso presidente ditos por várias autoridades mundo a fora. Esse prestígio o Lula presidente empresta ao seu País e aos brasileiros. Empresta no sentido de transferir, e com isso, ganham todos, principalmente a nação: ganhamos o respeito nunca antes conquistado.
Não se pode negar que muito há que se fazer em se tratando de política econômica no Brasil, mas acredito que Dilma Rousseff não apenas dará continuidade às conquistas do governo Lula, como irá avançar no que precisamos.
No Pará aconteceu algo semelhante ao que aconteceu no Brasil. Os sucessivos anos de maus governos fez do nosso Estado - um dos mais ricos do País - um dos mais pobres, com os maiores índices de desigualdade e abandono, principalmente nas regiões mais afastadas. Pará: o estado da contradição, o estado que há pouco tempo atrás viu nascer um forte movimento separatista, movimento motivado pelo esquecimento. De um povo esgotado de sofrimento e abandono de um governo que não conseguia enxergar além da região metropolitana. Um governo que não via o interior do estado com os olhos do coração... Crescemos vendo nossas riquezas escoarem pelos navios cargueiros internacionais e vagões de trem interestaduais, tudo como moeda de troca inserida num modelo de gestão onde não havia espaço para o que é mais importante: a gente do Pará que precisava de um governo humano, que realmente governasse pensando no povo. O governo de Ana Júlia mudou isso. Com muita dificuldade, a passos lentos, enfrentando a resistência de uma sociedade viciada em antigos modelos de gestão, acostumada a pensar singularmente, excluindo porteiros e diaristas da camada mais importante da sociedade, como se não fossem, na verdade, a parcela mais importante da população: aquela que precisa do Estado, que precisa dos olhos do Estado enquanto estado-protetor, que cuida de seus filhos com a guarda de quem precisa proteger os que mais precisam.
Consegui enxergar em todas as políticas do Governo Ana Júlia a preocupação de uma grande mãe que cuida de seus filhos com o amor que o povo do Pará precisava.
Sim, o meu Pará precisava de amor pelo povo do Pará. E o povo soube escolher em 2006. Ana Júlia foi eleita primeira mulher a governar o Pará. Aí sim, o Pará começou a mudar.
Quem não precisa de governo custa a ver os avanços. Quem não precisa de política pública simplesmente não reconhece o excelente governo de Ana Júlia. Vêem em problemas de gestão pontos negativos, quando na verdade são pontos que fazem parte de um processo natural de adaptação de quem nunca foi governo de um Estado com dimensões continentais e com demandas sociais urgentes e alarmantes, como o meu Pará.
E, não obstante toda a resistência da sociedade pseudo-formadora de opinião, o povo do Pará saberá opinar em 2010. Não é Ana Júlia quem precisa do governo, é o Pará que precisa de Ana Júlia, do olhar afetuoso e do amor com o qual Ana Júlia governa. Só os que se sentiram assistidos e valorizados por um governo que cuida do povo é que sabem o valor do olhar de um governante humano. Só o povo pobre, antes esquecido e hoje acolhido por políticas públicas de inclusão, sabe a importância e o valor que tem um governo como o de Ana Júlia.
Meu voto é certo. Eu acredito, eu confio.
Eu escolhi o PT por tudo o que foi feito no Pará e no Brasil.
Nunca uma mudança será fácil. Contra a força da vontade de um governo que governa para o povo há a resistência de quem perdeu o poder pelo poder. Vivemos uma nova revolução, a revolução de quem não usa mais armas e cartazes para sair às ruas na briga por direitos. Hoje vivemos a revolução institucionalizada, democrática, às vezes até formal demais.
Os governos do PT adotam políticas públicas contra as injustiças sociais. Eu luto por justiça.
Eu escolhi a luta de Lula, por que acredito e vi acontecer.
Eu escolhi Dilma porque Lula escolheu Dilma. Eu escolhi Ana Júlia, por que Lula escolheu Ana Júlia. Eu estou feliz, cheia de fé e animada como nunca! Sou uma militante que sei de onde vim e sei aonde quero chegar. Sei que meu voto é no sentido de manter e ampliar as conquistas do povo brasileiro e do Pará.
Eu voto 13, eu sou petista, sou Ana Júlia, sou Dilma!
Sou Meg Barros.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010