sábado, 24 de setembro de 2011

Meg Plural

Através da internet transcedo o lugar onde estou. Belém, Nova York, Nova Timboteua, Tapanã, ou São Paulo, o Twitter, Facebook ou email me levam para perto das pessoas, seja aonde eu estiver, seja onde elas estiverem. O meu conteúdo  pessoal ganha dimensões estratosféricas. Perco o controle positivo das minhas palavras, retuitadas, curtidas e repetidas na rede ou fora dela... Na minha geração, uma infinidade de assuntos podem ser acompanhados ao mesmo tempo, por isso dá pra se doar a vários propósitos. Hoje não é como nos anos 80, onde os jovens tinham uma opinião radical, ou eram isso, ou eram aquilo... Hoje a postura gratuitamente radical se tornou algo “fake”, falso. Ao invés de neutralizar diferenças e desavenças, pra mim é legal expressa-las, justamente para compreende-las. Eu posso ser uma atleta, jornalista, dançarina, colunista, cinéfila, administradora e ativista social ao mesmo tempo! Porque eu sou da geração de jovens mais plural da história! Mas estou falando de uma pluralidade que garante que eu possa agir livremente. Uno o meu trabalho ao meu prazer porque uma coisa está intimamente ligada a outra. Mas ainda não é facil ser Meg Barros, porque esse novo formato confunde muita gente. Algumas pessoas podem não entender este texto tão facilmente, mas acredite, para nós, jovens de hoje, este é um comportamento normal. E entender a evolução do mundo é uma busca que pode nos manter jovens, para sempre.



Foto: Rui Portugal

3 comentários:

Wilson Rebelo disse...

Minha Cara,
Estou conhecendo você agora através desta ferramenta incrível que a internet e também edito um blog no endereço http://wilsoncostarebelo.blogspot.com
Caso queiras visita-me.
Mas, peço desculpas por discordar um tantinho de você.
Não acredito que esta geração seja mais ou menos plural que qualquer outra. Apenas a dinâmica da vida atual permite essa tal "interatividade instantânea", que acelera a comunicação e a difusão de ideias mas no fundo a turma jovem continua o que sempre foi: propensa às mudanças, experimentalista e adoravelmente "abusada". Ainda bem, porque é isso que nos faz avançar.
O Eugênio Bucci usa uma expressão curiosa para definir essa fase pela qual todos passamos: "licenciosidade consentida". Entendo ser um conceito muito feliz. Apesar dele ser petista e eu não, reconheço o seu valor e recomendo que o leia, caso não o conheça.
Um forte abraço e parabéns pelo blog.
Do amigo blogueiro
Wilson Rebelo

Hélder A. disse...

É fácil entender.., porque todos estes meios de comunicação foram entrando pouco a pouco, quase nem notamos como estamos dependentes deles, mas também não percebemos como nos podem afastar do mundo em que vivemos... É antagônico, porem fascinante.

Abraço.

Cezar Machado disse...

A internet nos liga e nos dá a liberdade de expor nossas razões e crenças; penso assim também. Um forte abraço.
Cezar