sábado, 15 de janeiro de 2011

Vila da Barca

Quem mora em Belém conhece, ou já ouviu falar na Vila da Barca, uma comunidade de famílias que moram em casas de madeira - as chamadas palafitas - em cima do Rio Guamá, rio que banha a área urbana da capital do Pará, Belém.

Na área, 83% das famílias moram em casas de madeira, possuem baixa escolaridade e renda familiar de, no máximo, três salários mínimos. Segundo o IBGE, 448,7 mil moradores de Belém vivem em condições de submoradia, o que corresponde a 35% da população do município.
Além das péssimas condições de habitação, a Vila da Barca oferece outros perigos aos moradores, como o risco de desabamento, o lixo depositado em baixo das moradias, e ainda o risco de contaminação e proliferação de doenças.
Visitamos a Vila da Barca e, pelo menos por uma manhã, pudemos vivenciar a sensação de ter que trafegar por estreitas pontes de madeira, dividindo esse espaço com crianças e idosos que se arriscam, desafiando o pequeno espaço pelo qual precisam caminhar para chegar à terra firme.

Mas nem tudo é má notícia na Vila da Barca. Na região, uma obra de construção de prédios populares, um conjunto de 25 edifícios foi construído com R$ 10,6 milhões, sendo R$ 8,5 milhões do Governo Federal (PAC), mais uma contrapartida da prefeitura municipal de Belém.

A obra já beneficiou centenas de famílias que trocaram as casas de madeira em cima dos rios por seguros e bem projetados apartamentos de alvenaria. Cada um têm dois quartos, banheiro, cozinha, sala e área de serviço, dispostos em 58m². Cada um dos blocos, de dois e três andares, abriga de quatro a seis apartamentos.

No contrato realizado com os moradores, consta que, durante 10 anos, esses imóveis não poderão ser vendidos ou alugados, uma forma de garantir moradia às pessoas que conquistaram a casa própria.


Na segunda etapa do projeto da Nova Vila da Barca, está prevista a entrega de mais 92 unidades habitacionais até março de 2011. No término de todas as etapas, serão 606 novas casas para os moradores da Vila da Barca. Visitamos o canteiro de obras, que estão à todo vapor.

Além das famílias beneficiadas com as unidades residenciais na Vila da Barca, outras 5 mil devem ser incluídas no projeto com a ampliação da rede de esgoto, drenagem, abastecimento de água e pavimentação. Áreas de lazer e esporte também fazem parte do projeto. A Associação de Moradores da Vila da Barca cumpre um importante papel fiscalizador das obras. O presidente da associação dos moradores Nonato Matias acompanha a situação dos moradores que ainda não tem perspectiva de obter uma das casas a serem entregues pelo projeto. Nós do Programa Atitude também estamos acompanhando e vamos fiscalizar a aplicação dos recursos, e, é claro, continuar trabalhando para levar essas notícias para todos nós, brasileiros.


1 comentários:

simone2009 disse...

oi Meg tudo bom, adoro seu programa e espero que vc consiga marter este programa que ajuda muitas pessoas carentes..bjim sucesso