
Um assunto que sempre me despertou muito interesse é a desigualdade social. Suas causas, consequências, origens, enfim! Nunca me conformei em escutar teorias prontas e incorpora-las ao meu universo conceitual, sempre preferi criar minhas próprias teorias, mas para isso é preciso estudar.
Mas só a pesquisa e o estudo não são suficientes para ter uma visão ampla do assunto. Depois que comecei a visitar comunidades, conhecer um pouco mais o dia-a-dia da população de baixa renda, passei a me interessar ainda mais pelo assunto (acredito fortemente que é algo com o qual o mundo não conseguirá conviver por muito tempo).
A pergunta inicial: por onde começar? Muitos indicam livros de Karl Marx e Engels. Ok, até vou lê-los, mas não inicialmente. A história mostra que muitas experiências baseadas nos sistemas econômicos propostos nessas obras não foram tão bem sucedidas como se esperava. Por má gestão, infortúnios não sei, nem quero saber. O fato é que estão em experiência em cantos específicos do globo, ainda assim, com poucas fontes seguras de informação a respeito.
Não obstante toda a experiência, a minha começa nas comunidades, no epicentro de toda a angústia humana, de lá onde nascem as crises, os conflitos, os fatos que ilustram as sangrentas páginas do caderno policial.
Das comunidades vou para as páginas de um livro, o que eu optei por ser o primeiro, talvez o mais distante da minha época, e escolhi justamente por isso, por talvez ter sido ele quem tenha inspirado tantos como Marx, Engels e tantos que vieram nesse rastro: Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, de Jean Jacques Rousseau. O livro foi publicado em 1755 e influenciou diretamente a Revolução Francesa e todo o movimento iluminista no século XVIII.
De todo o fascínio que esta obra tem me despertado, um trecho separei pra publicar aqui no blog:
"O primeiro que, ao cercar um terreno, teve a audácia de dizer 'isto é meu' e encontrou gente bastante simples pra acreditar nele foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras e assassinatos, quantas misérias e horrores teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas e cobrindo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: 'Não escutem esse impostor! Estarão perdidos se esquecerem que os frutos são de todos e a terra é de ninguém'." (p.80)
Vou continuar lendo, aprendendo, pensando, pensando... E dividindo essa experiência com meus leitores.
Quem sabe Rousseau não me ilumina, também.

2 comentários:
Olá Meg,
Pois bem, eu estou de acordo com você, mas também acho que a resposta à desigualdade também esta bem no seio da classe media e na classe alta..., o povo que esta bem nem se lembra do povo que esta mal... isso é triste Meg... o despreço é profundo e a desigualdade se alimenta também disso.. como eu costumo dizer: A desigualdade se alimenta do despreço, da indiferença e do egoismo de toda uma sociedade... Por isso um dos possiveis caminhos é voltar a ensinar o povo a olhar para o lado, para o seu vizinho... e não ter vergonha de ajudar...
Abraço Meg.
Já linkei seu blog, vou deixar meu contato pra você me linkar em seu blog: http://blogdoclaudioyoshi.blogspot.com/
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