segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Nunca desista dos seus sonhos

Hoje uma amiga minha reclamou que foi mal compreendida. Que, apesar de ter explicado detalhadamente suas razões, foi incompreendida, mal interpretada. A ela digo o que digo a mim mesmo: Do que adianta passarmos uma vida tentando provar aos outros algo que é certo em nossos corações? Às vezes o olhar do outro não é cego, ele apenas não quer ver. Se recusa a admitir uma verdade latente, e nada nem nenhum argumento conseguirá provar o que o coração não quer sentir. É uma questão de escolha, é pessoal.
Temos que nos preocupar menos com o que os outros pensam e nos preocupar mais em nos manter firmes em nossos propósitos. Nunca desista dos seus propósitos. O tempo é o melhor remédio, a vida ensina com o tempo. Às vezes demora, mas o tempo prova e coloca tudo no seu devido lugar, inclusive aqueles que não deram ouvidos às nossas razões, ou que se fizeram de desentendidos... Acredite, a maioria nos entende.

Hebert, o sensato

Concordo com ele.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O meu Natal


Aí que as pessoas não param de se desejar paz, saúde, alegria, felicidade... Mas desejam pra quem? Para si mesmas, para os parentes e aos amigos mais próximos, mas e os outros? E na saída do shopping, aquele "pivete" que pede 1 real? Será que eles desejam feliz Natal a todos??? Não, o "todos" é muito relativo... Todos deles é "todos os meus".
O Natal deveria ser melhor aproveitado. Nessa época tanta gente inicia ações solidárias - eu comecei assim -, por que então não continuar o ano todo? Existem milhares de pessoas agradecidas por um simples real, por um simples abraço ou aperto de mão. Às vezes um sorriso faz uma pessoa feliz. O que muitos não entendem é que as pessoas sentem iguais, sofrem iguais, choram iguais. A declaração de que todos são iguais é uma coisa tão óbvia, mas ainda sim comemorada à época, e mesmo assim não cumprida até hoje.
Dizem que o homem evoluiu. Eu discordo em parte. Evoluiu por que não fomenta tantas guerras como antes, mas é tão selvagem a ponto de achar que só por que tem um salário digno é melhor que os outros que não tiveram a mesma sorte, por culpa ou sorte, não importa. O homem continua selvagem a ponto de administrar uma cidade inteira sem priorizar aquela gente que sofre sem um mínimo de dignidade. O homem é selvagem por que é egoísta, individualista, egocêntrico.
Tem gente que bate no peito se dizendo católico, espírita, evangélico etc..., que vai a missa, que ora etc. Parte dessa mesma gente discrimina o vizinho mais pobre, o "filho da empregada", o "pivete" (coloco entre aspas porque não admito esse tratamento preconceituoso).
A bondade precisa parar de ser vista como discurso, nós não somos o que dizemos ser, nós não somos o que queremos ser. Nós somos os nossos atos, as nossas atitudes.
O Natal deveria ser uma época em que padres e pastores de todas as religiões pregassem a exigência da tolerância, do amor entre os homens sem distinções. Da solidariedade que ameniza, que alegra, que divide o que sobra para alguns, mas que falta para outros.
Jesus foi um cara que não tinha maldade no coração. Ele não via diferença entre as pessoas, tratava a todos com o mesmo carinho, com um amor e uma preocupação similar, por que tinha a pele revestida de sentimentos de amor. Foi cruxificado com a paz de quem tem a razão da própria consciência, por que tinha apenas amor dentro do peito.
Se hoje eu comemoro o Natal, lembro que ele poderia ser lembrado com foco no amor de Jesus, nesse amor tão forte e revolucionário, no amor que mudou a história dos homens e que precisou morrer para provar que tudo o que fazia era apenas para provar que o homem precisa de mais amor, de menos egoísmo.
Precisamos de um novo Jesus, precisamos resgatar o amor entre as pessoas. Chega de gente má, esbelta, orgulhosa. É preciso ter fé na justiça, na igualdade e principalmente, no sentimento que mais angustia o meu coração: a esperança num mundo melhor.
Através do meu programa Atitude e com a parceria de várias pessoas e empresas consegui levar cestas básicas e brinquedos para mais de 10 mil pessoas. Falem o que quiser, digam o que for: esse foi o meu Natal, que começou nos primeiros dias de dezembro e que só terminará na tarde do dia 30, ou melhor, meu Natal não termina nunca, sou assim o ano inteiro. Eu não desisto.
Repensemos nossa atitude com todos em nossa volta neste Natal.
Feliz Natal.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mais reconhecimento

Isso não me torna melhor, isso só me incentiva um pouquinho mais.
Obrigada moradores do Maguari - Ananindeua

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Reconhecimento

O reconhecimento vem de quem me conhece.
(clique na imagem para ampliar).
Obrigada Movimento da Vileta!

domingo, 13 de dezembro de 2009

O verdadeiro líder

Comecei este texto pelo final. A cada parágrafo via a necessidade de explicar um pouco mais do início e aí acabei fazendo um breve resumo da minha história e um pouco do que eu penso, tudo para explicar uma série de acusações que venho sofrendo.
Sempre tive um coração maior que o mundo. Tenho um amor contido que não sei bem explicar, mas que sempre esteve ali esperando por um dia em que eu pudesse fazer algo a mais pelas pessoas que eu sei que precisam do pouco que eu tenho.
Tudo começou no dia em que eu e meu marido resolvemos lançar uma campanha de Natal para ajudar comunidades carentes em 2008. Uma campanha chamada "Atitude". Esta campanha reuniu mais de 150 voluntários e atendeu mais de 9 comunidades, num total de 5 mil crianças que receberam brinquedos no Natal. A campanha foi um sucesso!
Ao contrário da sensação de "dever cumprido"que muitas pessoas relatam após ações solidárias, o meu sentimento de ajudar só aumentou. Daí nasceu a idéia de um programa de Tv com esta finalidade: ajudar comunidades carentes. Nossa forma de ajudar seria colocar as necessidades de cada comunidade no ar, pedindo o apoio dos telespectadores. Tínhamos a idéia de que muitas pessoas querem ajudar mas não sabem como, daí serviríamos como elo, veículo que ligaria essas pessoas (doadores) a pessoas que precisam de apoio, seja para manter escolinhas comunitárias, projetos culturais em benefício das comunidades, creches, etc.
Aí foi o "X" da questão, talvez o nosso "erro" - mas que eu cometeria novamente e quantas vezes forem necessárias por não entender desta maneira. Foi que este modelo é frequentemente utilizado por candidatos à campanhas políticas, prestes a entrar em campanha eleitoral.
É claro que tenho minhas preferências políticas, assim como você ou qualquer pessoa com um mínimo de discernimento social. Sou adepta ao modelo socialista de gestão (não o socialismo de Cuba, do isolamento e do modelo duro de gestão econômica, mas do socialismo democrático que abraça a todos visando sempre o bem da maioria).
Desde que cheguei a conclusão de que o mundo como está só tende a piorar, passei a enxergar as pessoas de outra forma. Passei a observar a violência silenciosa do Estado, não do Estado enquanto Governo, do Estado enquanto instituição que desde há muito não prioriza políticas públicas voltadas para a nossa enorme população de baixa renda. A violência silenciosa que exclui, que marginaliza que não pune a desigualdade, que encara como "fatalidade" os números do IDH, ou como "consequencias do sistema" o enorme número de analfabetos...
Como conviver tão insensivelmente com essas pessoas que, como nós, foram criadas à imagem e semelhança de Deus, mas que sequer tem um chão para morar, um pano para se cobrir ou até um nome que a torne legítima cidadã do Estado brasileiro???
Ingenuamente, embarquei no Atitude certa de que ajudaria muita gente e que, no mínimo, esta seria uma excelente idéia, que possibilitaria tantas pessoas propensas a ajudar a chegarem aos locais que tanto precisam. O programa Atitude é um sonho, talvez também o de muitas das quase 10 mil pessoas que já foram beneficiadas por este programa, que está no ar desde março de 2009.
As críticas quanto às supostas "segundas intenções" do Atitude começaram desde o PRIMEIRO DIA em que o programa foi ao ar (28/03/2009), mas se intensificaram em razão da proximidade das eleições, e tendem a piorar conforme chegue mais perto da campanha.
Por isso resolvi colocar por escrito, tornar público e acessível a todos e a qualquer pessoa com este "receio", que NÃO SOU CANDIDATA A NENHUM CARGO ELETIVO EM 2010, que nunca pensei no Atitude com esta intenção, que este programa é um sonho que se realiza aos poucos, que me faz chorar a cada matéria que me arranca as lágrimas por simplesmente não me conformar com a dura realidade que tantos fecham os olhos ou que simplesmente ignoram por se sentirem pequenos diante de tantos problemas. Eu digo: não somos tão pouco como imaginamos. Se quisermos, podemos modificar o pensamento dentro da nossa casa, e depois dos nossos amigos e assim por diante, até alcançarmos, cada um de nós, a consciência necessária para termos a certeza que com pequenas atitudes o mundo melhora, muito.
Não ambiciono o poder pelo poder. Quero o poder de levar ajuda a quem precisa através do meu programa, só isso. E esse é um ponto que me intriga muito: por que tanta briga pelo Poder? Vejo diariamente nos noticiários e me pergunto qual a importância do Poder distante dos interesses do povo??? Poucos que hoje detêm o poder o exerce realmente em nome dos que precisam.
É preciso haver uma revolução inteligente, uma revolução do futuro, tão silenciosa quanto a violência institucionalizada... A mídia prega um distanciamento cada vez maior dos livros, a cultura diz que toda revolução é marginal, isso não é verdade. Temos poder!
O verdadeiro poder está nas nossas mãos, nós decidimos quem pode ou não nos representar. Podemos não eleger quem tantas vezes já foi eleito, quem tantas vezes teve a chance de fazer e não fez!
O poder é uma força quem nem sempre vem revestida de honras de Estado, termos de posse e diplomações. Também tem "poder" quem tem adesão do povo, das grandes massas. Tem poder quem congrega multidões ao seu favor, quem reúne um número expressivo de seguidores que vêm espontaneamente, simplesmente por acreditarem nas suas idéias ou por compactuarem com a sua causa, com um amor próprio de quem se identifica com os sentimentos de um líder. O Poder de um cargo público nem sempre vem acompanhado do amor do povo.
Não é o dinheiro que compra o afeto das pessoas. O dinheiro é necessário a quem tem fome, mas não conquista o carinho, a admiração.
O dia-a-dia, a rotina, os testes diários de convivência com o povo me dão a certeza de que o verdadeiro líder não é aquele que ESTÁ ou que QUER ESTAR no Poder, é aquele que traz consigo o apoio popular. Nada mais importa.
Tudo o que disse foi com o único intuito de reforçar que não ambiciono esse poder institucional porque para mim o verdadeiro poder é poder ser este veículo de ajuda e saber que tantas pessoas esperam por mim todo dia, em tantos lugares. Às vezes elas só querem estar perto, sem nada em troca, só por sentirem que estão seguras, pois estão ao lado de alguém que sofre junto com elas.

Uso das palavras de Che Guevara para reforçar meu pensamento:
Deixe-me dizer, mesmo com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado pelos grandes sentimentos de amor. É impossível pensar num revolucionário autêntico sem esta qualidade. (...) É preciso ter uma grande dose de humanismo, de sentimento de justiça e de verdade para não cair em extremismos dogmáticos, em escolasticismos frios, em isolamento das massas. É preciso lutar todos os dias para que esse amor à humanidade viva se transforme em atos concretos que sirvam de exemplo e mobilizem. (El socialismo y el hombre en Cuba, 1988).